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Microcrédito
Teófilo Cavalcanti
Superintendente do Viva Cred
Rio de Janeiro - Brasil

El microcrédito productivo existe en Brasil desde
los años 70 del siglo XX, y presenta gran expansión
en los años 90. Hoy en día, el microcrédito productivo
es objeto de gran debate, principalmente por la atención
que há despertado en el actual gobierno, al materializarse
en una legislación específica que crea un programa
orientado que posibilita la creación de mecanismos
para proveer fondos para ese segmento.
O tema de microcrédito está em grande debate
hoje no Brasil, em especial por conta da ênfase que
o atual governo tem dado a ele. Numa acepção mais
geral, que é a que o governo tem dado, microcrédito
significa crédito de pequeno valor. Vamos utilizar
em um sentido mais estrito, que é o de crédito de
pequeno valor dirigido a microempresas, com o intuito
de apoiar o seu desenvolvimento. Não vamos tratar
portanto da importante questão referente a crédito
pessoal e crédito de consumo, de pequeno valor, atualmente
tão em voga no país.
PARA QUE O CRÉDITO PARA NEGÓCIO?
Todos os negócios, todos os empreendimentos, de pequeno
ou de grande porte, podem se beneficiar utilizando
o crédito, utilizando recursos de terceiros. Por isso
mesmo empresas enormes, como a General Motors utilizam
crédito, com também o camelô da esquina pode se beneficiar
se utilizar o crédito.
O negócio pode ser tocado utilizando apenas os recursos
que a empresa tem, mas se assim o fizer ele ficará
limitado em sua capacidade de expansão e geração de
resultados.
O crédito, que são recursos de terceiros, podem ajudar
a empresa a aumentar bastante o seu crescimento. Na
terminologia de finanças se diz que o crédito alavanca
a capacidade da empresa de crescer. Utiliza-se assim
a imagem da alavanca, que, como sabemos é um instrumento
pelo qual, com uma pequena força se executa um grande
trabalho.
Para exemplificar, vamos imaginar uma situação em
que o empreendedor tem um pequeno comércio em que
ele vende 1.000,00 por mês, produtos que ele compra
por 500,00 (ou seja ele compra por um valor e vende
pelo dobro) e tem como despesas (aluguel do espaço,
conta de luz e outros ) 200,00 e, portanto, sobra
no fim do mês para levar para casa 300,00.
A)
SITUAÇÃO SEM EMPRÉSTIMO
| DISCRIMINAÇÃO |
VALOR
|
| RECEBIDO
POR VENDAS |
1.000,00
|
| PAGO
POR COMPRAS |
500,00
|
| MARGEM
(recebido menos compras) |
500,00
|
| DESPESAS
OPERACIONAIS |
200,00
|
| RESULTADO |
300,00
|
Os
300,00 reais que ele leva para casa é o mínimo que
ele precisa para viver, portanto, ele não pode colocar
mais nada no negócio. Ele está numa situação que ele
não consegue crescer. Mas ele se deu conta que se
ele tivesse mais mercadoria no seu estoque ele poderia
vender mais. Há pessoas que têm vindo comprar, especialmente
determinado tipo de produto, e ele não tem podido
vender porque não tem esse produto nas prateleiras
de sua loja.

Ele então fica sabendo que é possível fazer um empréstimo,
ou seja, vai conseguir um dinheiro com o qual ele
vai comprar mais mercadorias e com a venda dessas
mercadorias ele vai pagar o empréstimo e ele espera
conseguir levar mais dinheiro para casa.
Vamos ver uma situação (tabela B) em que ele faz o
empréstimo e é bem sucedido. Ele vai aumentar as compras
em 200,00, as vendas em 400,00. Tomou um empréstimo
de 200,00 por um mês e pagou 10,00 de juros.
B)
SITUAÇÃO COM EMPRÉSTIMO - VENDAS E RESULTADO AUMENTAM
| DISCRIMINAÇÃO |
TAXAS
|
VALORES
|
EMPRÉSTIMO
|
| RECEBIDO
POR VENDAS |
100,00%
|
1.400
|
|
| PAGO
POR COMPRAS |
|
700
|
|
MARGEM
(recebido menos compras) |
|
700
|
|
| DESPESAS
OPERACIONAIS |
|
200
|
|
| JUROS |
5,00%
|
10
|
200
|
| RESULTADO
FINAL |
|
490
|
|
O que acontece? Suas vendas aumentaram de 1000 para
1400 (aumento de 40%) e o que está levando para casa
agora é 490,00, um aumento de 63%! Isso é a alavancagem.
Com o empréstimo ele está satisfazendo mais os seus
clientes (está vendendo bem mais) e está melhorando
o seu nível de vida e de sua família levando mais
dinheiro para casa. O provável que com esse aumento
de resultado, (no caso 190,00) uma parte seja levada
para casa, melhorando o nível de vida e outra parte
seja reaplicada no negócio.

Mas como tudo na vida tem um lado bom e um lado negativo,
o crédito tem os seus riscos. Pode acontecer, por
exemplo, que a expectativa de nosso empresário de
vender mais não se concretize e no final do mês ele
tenha ficado com a mesma receita e tenha agora que
pagar o empréstimo - o principal e os juros. Nesse
caso o que vai acontecer é o seguinte:
C)
SITUAÇÃO COM EMPRÉSTIMO - RISCO - VENDAS NÃO AUMENTAM
| DISCRIMINAÇÃO |
TAXAS
|
VALORES
|
EMPRÉSTIMO
|
| RECEITA
|
|
1.000
|
|
| CUSTO |
|
700
|
|
| MARGEM
|
|
300
|
|
| DESPESAS
OPERACIONAIS |
|
200
|
|
| JUROS |
5,00%
|
10
|
200
|
| RESULTADO
FINAL |
|
90
|
|
O que acontece nesse caso limite é que o que sobra
para levar para casa é muito menos dos duzentos e
ainda está sem condições de pagar os juros do empréstimo.
A saída provável para o nosso comerciante nessa situação
vai ser renegociar o empréstimo por mais um mês, diminuir
suas compras no mês seguinte - pois já tem 200,00
de estoque não vendido, e se reequilibrar no mês seguinte,
mas tendo perdido de resultado 20,00 que foram os
juros pagos por um dinheiro que não lhe rendeu nada!
Então é isso o crédito: pode dar grandes resultados,
mas pode também trazer grandes dores de cabeça, se
não for bem aplicado.
O MICROCRÉDITO PRODUTIVO
Como vimos acima, o crédito é normalmente um instrumento
bastante importante para o crescimento de qualquer
empresa, pois ele tira as empresas das amarras do
resultado próprio.
Com a crise dos empregos, resultante da última
revolução industrial, com automação e informatização
em larga escala, se tornou cada vez mais claro que
a geração de renda de parte substancial da população
será feita por pequenos negócios. Por outro lado,
em países em desenvolvimento como o Brasil, que assistiram
uma urbanização rápida, com transferência de grande
massa da população do campo para a cidade, acompanhado
de grande crescimento populacional, os pequenos negócios
informais se tornaram a saída de geração de renda
para milhões de pessoas.
Ora para esse público o sistema financeiro instituído
não tem instrumentos de crédito adequados. Normalmente
o sistema bancário pede para conceder crédito para
negócio os três últimos balanços e garantias formalizadas
(hipotecas, duplicatas, etc).
Ora esse público informal normalmente não tem nenhuma
contabilidade, não legalizado ( não tem CNPJ), não
tem registros - alvará, etc. Mas ao mesmo tempo tem
uma vida econômica ativa.
De alguns anos para cá, o reconhecimento da existência
da economia informal por parte dos governantes é cada
vez maior e o estabelecimento de políticas públicas
para esse segmento cada vez mais importante.
Mas fica a questão - como conceder crédito para esse
público? Por definição crédito é um dinheiro que vai
e que volta. A partir da década de 80 em especial,
em vários países em desenvolvimento se desenvolveram
tecnologias creditícias (quer dizer, técnicas para
que o dinheiro vá e volte) para esse público informal.
Podemos citar vários países como Bolívia, Peru, Colômbia,
República Dominicana e o caso mais famoso que é o
Bengladesh. O Brasil também tem experiências desde
a década de 70. Mas no Brasil foi especialmente na
década de 90, e principalmente na sua segunda metade
que se desenvolveu mais o microcrédito.
Em geral essas experiências começaram com instituições
sem fins lucrativos - ongs. Isso porque essas instituições
estão situadas junto ao público alvo. No começo foi
realmente uma ousadia. Uma ong, que em geral está
acostumada ao assistencialismo, passar a conceder
crédito e cobrar, é uma mudança cultural extremamente
relevante. Além do que crédito exige o uso de várias
tecnologias - o que o desenvolvimento simultâneo da
informática dos microcomputadores veio ajudar bastante.
Ao longo dos anos se desenvolveram várias linhas de
tecnologia creditícias para o microcrédito, mas todas
têm em comum o aspecto do relacionamento pessoal entre
o agente de crédito e o empresário do micro empreendimento.
Aí é que está a relação básica do microcrédito: a
visita do agente de crédito ao negócio e a entrevista,
em que através de perguntas, ele consegue dimensionar
o negócio, as necessidades de crédito e o caráter
do empresário.
A tecnologia do microcrédito é baseada nessa relação
pessoal. Ela é diferente da tecnologia utilizada pelos
bancos e financeiras do "credit scoring", que é uma
tecnologia estatística, processada em computador.
Nessa relação entre o agente de crédito e o empresário
o que se procura determinar é qual o valor do crédito
que é o mais adequado para o negócio. A instituição
de microcrédito não procura conceder um crédito para
o empresário. Procura com ele estabelecer uma relação
creditícia. É importante para o cliente não um crédito,
mas poder ter crédito e saber utilizar o crédito sempre
que necessitar.

O MICROCRÉDITO NO BRASIL
O microcrédito produtivo existe no Brasil há muitos
anos. Relata-se uma experiência em Pernambuco de uma
entidade chamada UNO como pioneira, ainda na década
de 70. Mas foi na década de 90 que o microcrédito
produtivo teve maior expansão. Fala-se de mais de
200 iniciativas diferentes privadas, governamentais
e sem fins lucrativos.
Podemos citar algumas entidades que se tornaram exemplares.
De um lado temos a rede CEAPE (CENTRO DE APOIO AO
PEQUENO EMPREENDEDOR), que tem cerca de 13 entidades
espalhadas no Brasil, em especial no Nordeste. Nesta
rede destaca-se o CEAPE do Maranhão, que é a maior
entidade de microcrédito do Brasil, com mais de 10
mil clientes. Entre outras há entidades em Pernambuco,
Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe.
Temos a relatar algumas entidades que surgiram com
apoio de prefeituras. A experiência exemplar aí a
de Porto Alegre - Porto Sol, como iniciativa do PT.
São normalmente entidades formadas por impulso do
governo, mas depois se tornam independentes. Temos
nessa linha, entre muitas outras, Blusol em Blumenal,
Banco do Povo de Juiz de Fora, São Paulo Confia, em
S. Paulo.
Temos experiências de governos estaduais, como Banco
do Povo do Estado de S. Paulo e a experiência de microcrédito
do Governo de Goíás e a do Estado do Rio de Janeiro.
Temos programas governamentais de microcrédito de
prefeituras, como a de Belém, a de Recife.
Há entidades que são iniciativas de ongs, como o VIVACRED,
no Rio de Janeiro, iniciativa do Viva Rio. Há ainda
a citar a rede de entidades ligadas ao Banco da Mulher.
Há uma entidade de caráter nacional - ABCRED que congrega
entidades e dirigentes de programas governamentais.
Por outro lado, há o microcrédito desenvolvido por
entidades com fins lucrativos - chamadas de sociedades
de crédito ao microempreendedor (SCMS). Podemos citar
entre elas a Microinvest, ligada ao Fininvest e a
Social Cred, que é uma bem sucedida SCM que opera
no Rio de Janeiro. Essas entidades tem uma associação
representativa denominada ABSCM. Há que se lembrar
também da importante experiência do Banco Real especialmente
em favelas de S. Paulo.
E numa posição de destaque há a maior experiência
de microcrédito no Brasil - que é a do Banco do Nordeste,
através do seu programa Cred Amigo, com mais de 150.000
clientes ativos.
Sites que podem ser partida para pesquisa do microcrédito:
forumdemicrofinancas.org.br (Forum de Finanças da
Rio de Janeiro); abcred.org.br.
Essa exposição não tem nenhuma pretensão de ser abrangente,
mas de dar algumas pistas da realidade do microcrédito
no Brasil.
Há ainda a lembrar sobre agências financiadoras do
microcrédito produtivo importantes para a sua existência
no Brasil como o BID, BNDES e alguns bancos de desenvolvimento
estaduais com os de Santa Catarina e do Minas Gerais.
No momento, o microcrédito passa por uma restruturação
através da aprovação da lei 11.110 que criou o PROGRAMA
NACIONAL DE MICROCRÉDITO PRODUTIVO ORIENTADO, que
cria mecanismos para prover de fundos o segmento do
microcrédito produtivo. Essa lei está em fase de regulamentação
e deverá representar um importante passo no crescimento
do microcrédito no país.
(NA)
Derechos
del Consumidor
Rosario
Alves - Uruguay
Colaboração: Fátima Prado - Brasil
Los
Derechos del Consumidor afloran a la conciencia pública
en las últimas décadas a nivel internacional y más recientemente
en Uruguay. Contenidos en las "Directrices sobre Defensa
del Consumidor" aprobadas en la Asamblea General de
las Naciones Unidas en 1985, se han ido integrando progresivamente
a las Constituciones y legislaciones de los diferentes
países.
Los Derechos del Consumidor fueron expuestos por primera
vez en Uruguay en 1983, por parte de la organización
pionera, la Liga Uruguaya de Defensa del Consumidor.
En este país, los derechos del consumidor no están expresamente
indicados, se consideran como parte de los Derechos
Humanos. En el Art. 72 de la Constitución de la República
comprenden aquellos "inherentes a la persona humana".
La Liga Uruguaya de Defensa del Consumidor ha venido
bregando para que en la próxima iniciativa de reforma
constitucional, se agreguen estos derechos en forma
específica.
Uno de los derechos fundamentales del consumidor, es
el Derecho a Elegir, que consiste en el derecho
de tener suficiente acceso a variedad de productos y
servicios. En el caso de existir monopolio, es el derecho
a la certeza de que el producto o servicio cuenta con
la calidad y el precio justo.
El Derecho a la Información, comprende que los
consumidores puedan disponer de la información adecuada
que les permita efectuar elecciones bien fundadas y
en plena conciencia, conforme sus deseos y necesidades.
Quien domina la información tiene, en definitiva, el
poder. En un mercado cada vez más saturado, en el cual
el consumidor se ve bombardeado por miles de informaciones,
muchas de ellas interesadas o distorsionadas, tomar
una decisión de consumo requiere tener las herramientas
y datos adecuados para ello.
El Derecho a la Seguridad, es el derecho a la
protección contra productos, procesos de producción
de bienes o prestación de servicios, que puedan resultar
peligrosos para la salud y/o la vida. Debe ser respaldado
por normas jurídicas y administrativas estrictas, así
como por eficientes sistemas de control y aseguramiento
de la calidad. En este sentido juegan gran importancia
los procesos de normalización de productos y procedimientos,
que cuando tienen principalmente un afán de facilitar
el comercio mundial, se orientan también a la seguridad
de los consumidores.
El Derecho a la Representación, implica que los
consumidores deben hacer valer su posición frente a
las autoridades ante la formulación de políticas o resoluciones
que pudieran afectar sus derechos. A estar representados
en aquellas instancias donde se encaran acciones, políticas
o resoluciones que pueden afectarle individualmente
o globalmente como consumidores.
Que los consumidores gocen de protección Jurídica contra
abusos contractuales y tengan derecho a obtener una
satisfacción justa, frente a un reclamo justo. Esto
es El Derecho a la Compensación. Incluye que
deben recibir compensación en casos de bienes de mala
calidad, servicios mal prestados, falsificación o cualquier
otro aspecto que le afecte en cualquiera de sus derechos.
Esto comprende, por ejemplo, el funcionamiento de un
sistema de justicia rápido o "Tribunales de Pequeñas
Causas", sin costos, y que contemple todos los casos
cotidianos del consumidor con la misma importancia.
Las personas deben incorporar ya desde las estructuras
básicas de educación los elementos claves que les permitan
hacer elecciones fundadas y racionales ante las situaciones
de consumo que les acompañarán toda su vida. Es el derecho
a la Educación del Consumidor. Los consumidores
deben adquirir conocimientos y habilidades que les permitan
ser informados y conscientes.
Finalmente, pero con igual importancia, se encuentra
el Derecho a un Medio Ambiente Saludable o sea
el derecho a un medio ambiente físico que favorezca
la calidad de vida.
Para más informaciones, consulte:
Liga Uruguaya de Defensa del Consumidor
www.ateneaonline.com/publiwebs/liga/Derechos.htm
Liga Uruguaya de Defensa del Consumidor (LIUDECO)
www.liudeco.webcindario.com/
Area Defensa del Consumidor (ADECO) - Ministerio
de Economía y Finanzas
www.defcon.gub.uy
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