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La Revista de la Pátria
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IDÉIAS
EM REDE / IDEAS EN RED
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Família,
jovem e constituição da subjetividade
César
Mussi Ibrahim
Professor e Psicanalista
Rio de Janeiro - Brasil

El movimiento pendular que parece marcar el funcionamiento
de la civilización occidental desde la segunda mitad
del siglo XX, lleva a la búsqueda constante del bien
estar y al absoluto repudio a cualquier manifestación
de desplacer. En esa dirección, la familia contemporanea
se presenta para el joven como la institución social
más importante y, contradictoriamente, como la mayor
fuente de infelicidad, en función de los conflictos
inherentes al ejercicio de la autoridad. Por otro lado,
el compromiso ingenuo de los padres con la pseudo felicidad
de los hijos acaba por fragilizar su acción de restringir
el placer. Es preciso rescatar la competencia de los
padres para ejercer la autoridad que favorece el desarrollo
exisal pleno de los jóvenes, autoridad que no puede
ser delegada a la escuela o al Estado.
Em
recente pesquisa publicada pela UNICEF - Brasil (" A
voz dos adolescentes ") , em julho de 2002, tivemos
notícia sobre dados importantes acerca dos mais de 21
milhões de adolescentes brasileiros. Um deles chama
a atenção dos estudiosos da família moderna: a instituição
social considerada como a mais importante pela imensa
maioria dos adolescentes (95%) é a família. Além desse
dado, a família é considerada por eles como a instituição
com maior responsabilidade pela garantia de seus direitos
e por seu bem-estar. Ao mesmo tempo, "brigar com a família
" é o principal motivo para se sentir "infeliz".
Aí se coloca a dupla função da família no que diz respeito
à "felicidade" da prole, e seus desdobramentos sobre
a subjetividade do jovem contemporâneo. Por um lado,
referência de acolhimento, proteção, orientação e provisão
de bem-estar. Por outro, em função dos conflitos inerentes
ao exercício da autoridade, ela é considerada a maior
fonte de infelicidade.
Eis o movimento pendular que parece vir marcando o funcionamento
da civilização ocidental a partir da segunda metade
do século XX: a progressiva busca pelas mais diversas
formas de bem-estar, (disponíveis nas prateleiras do
mercadão global com suas ofertas de bens materiais e
produtos para a alma) e o mais absoluto repúdio a quaisquer
manifestações de desprazer.
Vivenciamos uma época em que a humanidade se debruça
sobre as mais sofisticadas formas de acesso ao prazer
disponibilizadas pela poderosa indústria do entretenimento
eletrônico, passando pela proliferação de substâncias
químicas com status de legitimidade e de outras condenadas
à clandestinidade, até formas de vivência da sexualidade,
disseminadas de uma maneira jamais experimentada, especialmente
pelos jovens, na história da humanidade.
Vivemos sob a égide de um hedonismo sem fronteiras.
O homem vive imerso na obrigatoriedade de, senão estar
feliz, pelo menos, parecer feliz. O "tudo bem?" como
saudação corriqueira no nosso idioma, se consagrou não
como uma pergunta que pressupõe diversas respostas (o
desejo de saber como vai o outro), mas como imposição
do outro para que se reafirme o que a cultura do prazer
nos impõe: o dever de estarmos felizes. Nunca se prescreveu,
de uma maneira indiscriminada, tantas pílulas de alegria
como se assiste agora. Não que não hajam demandas clinicamente
consistentes para o uso de ansiolíticos, anti-depressivos,
etc. Elas existem. Porém nessa cultura do fascínio pelo
espetáculo e pelas celebridades a dor não tem espaço.
Ela deve estar confinada aos bastidores de modo a não
opacar o brilho da festa que não pode acabar. Como se
a dor pudesse ser extirpada da condição humana. Como
se a miséria humana imposta pelo desamparo estrutural,
descrito na obra freudiana, pudesse ser mitigada pela
fantasia de uma existência analgésica. Existir dói.
Estar vivo exige renúncias permanentes. Especialmente
dos mais jovens.

A FAMÍLIA: UM ESPAÇO DE APRENDIZAGEM
A família, seja lá com que configuração se apresente,
deve ser supostamente o espaço de aprendizagem da arte
humana da renúncia. O compromisso ingênuo com a pseudo
felicidade dos filhos acaba por fragilizar a ação dos
pais de restringir o prazer. Os pais parecem se desculpar
por exercer a legítima tutela sobre os filhos outorgada
por uma cultura que tem na família a instituição mais
antiga de sua história. É preciso resgatar a competência
dos pais. A atribuição do uso da autoridade não pode
ser delegada à escola ou tampouco ao Estado.
A educação, as psicoterapias de crianças e adolescentes,
a pediatria, os diversos ofícios que atendem hoje à
demanda dos jovens retiraram, em parte, essa atribuição
dos pais. O nosso discurso de "especialistas" nos confere
um extraordinário poder. Nós sabemos sobre o que é melhor
para os jovens. Falamos desde um patamar, cuja credencial
inequívoca é o saber acadêmico cientificista, que confere
poder e provoca uma certa intimidação na competência
da família para educar.
Já não havendo tanta disponibilidade dos pais que, por
sua vez, estão comprometidos com sua sobrevivência,
além de seus próprio objetos de prazer e havendo uma
profusão de ofertas de "especialidades" que auxiliam
na função de educar, a família acaba por dispor desses
serviços (oferecidos pelo Estado e pela iniciativa particular),
aumentando a área de omissão do exercício da paternidade.
Os pais devem ser conclamados a assumir sua parcela
de responsabilidade social sobre a educação. Os agentes
sociais que desempenham as múltiplas "especializações"
têm suas contribuições indiscutíveis. Elas fazem parte
do desenvolvimento tecnológico da humanidade. No entanto,
esses agentes que se constituem como extensões da maternidade
e da paternidade não devem ir para além de suas atribuições.
Por exemplo, o fenômeno do advento das creches, por
volta dos anos sessenta, trouxe uma série de indiscutíveis
benefícios para a família especialmente para o exercício
da maternidade. Porém, sabe-se que há famílias que se
utilizam dessas instituições como se pudessem substituir
a função que culturalmente lhes cabe.
A escola, de um modo geral, se tornou um espaço de deslocamento
da omissão da ação educativa da família. A escola parece
ocupar (a contragosto, diga-se de passagem) um espaço
crescente pelo vazio de autoridade e/ou afeto deixado
pela família.

EM NOME DA FELICIDADE
A família contemporânea, como expressão da cultura vigente,
reverbera o desejo dos pais que se expressa em síntese
na afirmativa: "a única coisa que eu quero é que meus
filhos sejam felizes". Legítimo desejo, apresentado
numa embalagem ingênua. É inequívoca a boa intenção
dos pais em relação à felicidade dos filhos. No entanto,
a ação de educar pressupõe contrariar corajosamente
as pulsões mais primitivas do psiquismo infantil, comprometidas
tiranicamente com a realização permanente do prazer.
Educar, tarefa precípua do grupo familiar, consiste
na dolorosa missão de promover frustrações. De familiarizar
o psiquismo do jovem com a inevitabilidade da dor. Não
há crescimento analgésico. Não há atalhos lotéricos
que possam reduzir esse doloroso percurso necessário
à conquista do avanço emocional.
A disseminação da idéia fantasiosa, através dos instrumentos
de comunicação, de que a vida é um romance cujo desfecho
inclui o prêmio de um milhão de dólares, com o conseqüente
acesso ao mundo das celebridades, produz nos jovens
uma curiosa impressão: ou ele se enquadra num perfil
olímpico de vencedores contumazes ou se condena ao ataque
à sua auto-estima. É a lógica do tudo ou nada. Como
se os inúmeros caminhos intermediários precisassem ser
relembrados: é possível, legítimo e desejável o acesso
ao prazer, porém, ele deve ser estruturado de modo que
uma parcela desse prazer seja renunciada em nome do
processo civilizatório.
Há que renunciar às idealizações aprisionantes que obedecem
à lógica do tudo ou nada. Ou o mais absoluto ajustamento
aos padrões, por exemplo, estético-corporais ou a depressão.
A clínica do psiquismo do adolescente nunca assistiu
à tantas queixas de "impotência sexual" de jovens que
declaram não suportar a remotíssima probabilidade de
não conseguir ereção numa relação sexual. Mostram-se
fantasiosamente submetidos a uma cruel expectativa em
relação a qual não podem falhar. São jovens que portam
permanentemente, além do preservativo, o comprimido
mágico que garanta a exuberante performance sexual .
A família dita moderna parece padecer desse entorpecimento
narcísico vigente na cultura ocidental do século XXI.
Assistimos a uma cena recorrente em que os pais ansiosamente
se comprometem em antecipar o desejo dos filhos. Antes
mesmo que ele se configure e se apresente, os pais procuram
identificar formas de propiciar "um mundo sem dor".
A mais explícita conseqüência dessa estratégia é a fragilização
emocional dos filhos. São seres que se constituem com
uma frágil couraça para o enfrentamento das adversidades
existenciais. Tornam-se seres despreparados para uma
vida acadêmica regular, inabilitados para a crescente
competitividade do estrangulado mercado de trabalho
do jovem, desaparelhados para uma vida amorosa onde
o despojamento é condição essencial para o sucesso de
uma relação afetiva.
A dolorosa tarefa de frustrar a prole tem se colocado
cada vez mais num plano secundário. Remeter os filhos
à esfera do eventual desprazer é tarefa desconsiderada
pelos pais que lutam internamente com a culpa pela indisponibilidade
afetiva imposta pelos mitos de eficiência e competitividade
próprios da lógica capitalista.
O produto final que a sociedade tem colhido é de jovens,
que tendo atravessado a adolescência com a marca da
imersão no prazer imediato, não conseguem adentrar o
território dos adultos e passam a se colocar progressivamente
à margem da vida social como sujeitos plenos. O efeito
do traço hedonista na cultura contemporânea, se faz
sentir nas novas formas de subjetivação dos jovens marcadas
pelo traço narcísico que pode eventualmente condenar
o sujeito a uma espécie de meia existência. Onde a realidade
fosse intermediada por uma nebulosidade que impede o
acesso genuíno ao outro. (NA)
La
otra cara del dolar
Evelyne Sinquin Feuillye [1]
México
Al
tener como única lógica la del mercado, la globalización
económica ha provocado la pauperización de una gran
parte del globo y aumentado la brecha entre polos del
primer y del cuarto mundo, dentro de un mismo país.
Los excluidos de la modernización viven dramáticamente
su situación porque la revolución de las telecomunicaciones
permite la difusión permanente de las imágenes del "american
way of life". No debe extrañar entonces que, en los
últimos diez años del siglo pasado, se haya intensificado
el fenómeno migratorio: hombres, mujeres, familias enteras,
jóvenes de ambos sexos, arriesgan su vida para encontrar
en Estados Unidos la posibilidad de ganar dólares que,
aquí, "rinden más". Buscan tener más oportunidades de
estudio y empleo o, sencillamente, aventurarse en pos
del sueño americano, transmitido generación tras generación.
Pero, ¿cómo viven esta dispersión de grupo doméstico
las mujeres que se quedan en las comunidades de origen?
En las localidades transnacionalizadas de Guanajuato,
tienen en promedio a dos familiares cercanos "en el
norte". Este dato opaca una tragedia para mujeres cuya
identidad se ha forjado a partir de tres paradigmas:
ser pedida, salir de su casa vestida de blanco y construir
una familia unida. La migración representa el fracaso
de una realización personal.
Durante varios meses o años, se quedan solas y angustiadas,
como lo expresa una de ellas: "Ya uno trae la tristeza
desde niña y, ahora, de tanto pensar cuando está uno
sola y él por allá, se va enfermando uno... Los que
tienen papeles, es menos el sufrimiento, van y vienen,
en cambio los ilegales sufren porque no pueden ir y
venir seguido, uno los extraña más y no se cuenta con
ellos en casos como operaciones y cosas importantes
en la familia."[2]
La mayor parte de los guanajuatenses se dirige a Texas,
Michigan y California. Pero, para sus madres o esposas,
la distancia no se mide en kilómetros u horas de viaje,
se "siente" en forma tanto más dura que las ciudades
donde se encuentran sus seres queridos sólo representan
nombres difícilmente pronunciables. La referencia territorial
no corresponde a ninguna realidad tangible, se diluye
en un imaginario lleno de amenazas y agravado por la
imposibilidad de visitas que ningún mapa pudiera borrar.
Además, los "norteños", conscientes del carácter ineludible
de la separación, callan sus dificultades: "El mayor
problema es que uno no puede ir a verlos, por eso no
nos dicen nada cuando les pasa algo o se enferman, porque
saben que no podemos hacer nada y nos vamos a preocupar
de más..."[3].
Efectivamente, para proteger a sus integrantes, las
familias transnacionales recurren al engaño mutuo: "Hace
2 años, me hirieron a mi hijo… Le hablaba por teléfono
y no me quería decir donde estaba herido. Yo le decía:
"Yo sé que tu boca no tiene nada porque me hablas, pero
no sé como tengas tu cuerpo, ¿cómo voy a saber si es
cierto que estas bien?". Mi corazón me decía que no
era cierto. Lloraba hartísimo y les decía a mis hijos
"¡Cómo son ingratos, que no me quieren decir la verdad!".
Supe por un señor… que me dijo: "¿Cómo está tu hijo
que te apuñalaron…?" Llegando, llegando, lo destapé
para ver su cuerpo... A mí me cuentan de un modo, pero
yo no sé la verdad. Siempre les he dicho que me digan
la verdad, pero no lo hacen"[4].
La duración de la ausencia es otro factor de desequilibrio
emocional. En nuestra región, más de la tercera parte
de los migrantes no ha regresado nunca y una cuarta
parte tarda entre dos y cinco años entre cada viaje.
Sólo el 43% de ellos suele venir semestral o anualmente,
lo que implica separaciones largas que resultan muy
duras para mujeres agobiadas por la responsabilidad
de haberse convertido en jefas de familia. Se sienten
desesperadas ante la perspectiva de un futuro lleno
de soledad, al reproducirse el fenómeno en la siguiente
generación: "Cuando el papá no está, los hijos se hacen
rebeldes, allí anda uno detrás de ellos, pero respetan
de otra manera al papá y, nada más pienso, cuando crezcan
y finalmente se vayan, me voy a quedar sola como cuando
empecé...".
Se pudiera pensar que las remesas compensan este costo
afectivo. Sin embargo, los envíos de dólares son irregulares,
porque dependen de la estabilidad laboral de los migrantes,
de su responsabilidad y de sus ingresos en Estados Unidos.
Su escasa escolaridad aunada a la ilegalidad de su residencia
se refleja en salarios bajos, lo que repercute, a su
vez, sobre el monto de sus aportaciones a la economía
familiar. Muchas mujeres constatan que sus hijos las
apoyan mientras estén solteros, pero al casarse allá,
tienen que mantener a su familia y se involucran en
el sistema de compras a crédito que restringe su capacidad
de ahorro. Se olvidan de ellas, limitándose a enviarles
100 dólares el día de las madres.
Finalmente, es interesante apuntar que las labores del
campo recaen en las mujeres, precisamente cuando han
perdido valor. Representan una carga de trabajo adicional
que se suma a sus tareas reproductivas. La otra cara
del dólar es la de una mujer cuyo sufrimiento sigue
siendo invisible en las estadísticas de entradas de
divisas.
[1]
Diploma del Instituto de Ciencias Políticas de París,
Francia, especialidad administración pública (equivalente
a licenciatura) y Licenciatura en Historia moderna y
contemporánea, Facultad de Nanterre, Francia.
[2] Entrevista de una socia de la Red, 35 años, 2003.
[3] Entrevista de una socia de la Red, 31 años, 2003.
[4] Entrevista de una socia de la Red, 65 años, 2003.
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