|
Novas
Dimensões da Aprendizagem: alunos e professores
como produtores culturais
Siddharta
Fernandes [1]
Rio de Janeiro - Brasil

Aproximar educación y medios de comunicación y tecnología
significa aprovechar el potencial de los medios para
promover la discusión y crear espacios interactivos
de aprendizaje significativo, posibilitando a los
alumnos sentirse parte importante y activa del proceso
de comunicación, llevándolos a asumir una postura
de responsabilidad con relación a su propio aprendizaje
y al del grupo como un todo. En una propuesta de comunicación
interactiva, la producción de video ha sido utilizada
en la escuela para crear documentales, ficciones,
novelas, telenoticieros y propagandas, constituyendo
una actividad interdisciplinar que incluye el uso
del lenguaje audiovisual y promueve en los alumnos
la conciencia social y de grupo.
Na busca de se atender às preferências e desejos
dos consumidores, as novas tecnologias agregaram às
mídias o conceito de interação. Surgiu a televisão
digital que permitiu ao telespectador escolher, por
exemplo, a programação que quer ver, ou optar pelo
melhor ângulo de uma cena. A Internet é um outro exemplo
de mídia interativa.
Na escola, a direção mais promissora que traduz a
perspectiva da interatividade é a do aprendizado cooperativo:
professores e estudantes, juntos, na construção da
comunicação e da aprendizagem. Os professores, livres
de um planejamento rígido e abertos às diversidades,
criam condições para que os estudantes atualizem continuamente
seus saberes "disciplinares" e do cotidiano, e mobilizem
competências pedagógicas, como a observação, a seleção,
o registro, a interpretação, a análise, a síntese.
Barros (1994) define a cooperação como um fenômeno
que envolve vários processos: comunicação, negociação,
coordenação, co-realização e compartilhamento. Aproximar
educação e mídia significa, então, romper com a idéia
de centro emissor que transmite informações para uma
recepção massiva e passiva. Surge a comunicação interativa
que propõe o diálogo, a autoria coletiva.
Em geral, as experiências em sala de aula que aproximam
educação e comunicação não colocam educadores e alunos
como produtores de suas próprias aprendizagens, e
sim como meros consumidores das informações de fontes
fechadas - livro, jornal, vídeo, rádio. O professor
muitas vezes atribui às mídias funções como ilustrar,
introduzir um tema ou transmitir um conteúdo. Não
vislumbra a possibilidade de levar seus alunos a criar
um canal de comunicação, aproveitar o potencial das
mídias para promover a discussão, e assim criar espaços
interativos de aprendizagem significativa.
Até pouco tempo essa idéia poderia parecer complicada,
tanto na operacionalização quanto nos custos de implantação.
A evolução tecnológica, entretanto, permitiu que diversas
escolas nos últimos dez anos criassem suas próprias
rádios, ou seus programas de vídeo. Essa inter-relação
entre Comunicação e Educação ganhou densidade própria
e criou um campo de intervenção social específico
denominado de "educomunicação"[2]. Segundo Soares
(1999, p. 9):
Trata-se de um conjunto de práticas que propiciam
a introdução dos recursos da informação no ensino,
não apenas como instrumentos didáticos (tecnologias
educativas) ou objeto de análise (leitura crítica
dos meios), mas, principalmente, como meio de expressão
e de produção cultural.
PRODUZINDO MÍDIA NA ESCOLA
Imagine-se um grupo de alunos organizados para realizar
pesquisa, criar roteiro, dirigir, filmar ou editar
tomadas e cenas. Pois é assim mesmo que ocorre na
criação de um vídeo escolar. A partir de um tema escolhido
pelo professor ou pelos alunos, passe-se à pesquisa
e roteirização do material levantado. O tema pode
ter tanto um conteúdo disciplinar quanto multidisciplinar,
ou um assunto de interesse do grupo. Antes da filmagem,
a equipe de cenografia prepara o ambiente, e a de
produção cuida para que todo material necessário esteja
disponível para a gravação. Atores e repórteres são
funções bastante disputadas pelos alunos. A edição
é o momento de juntar as cenas, as músicas, as locuções
e inserir os créditos.
A produção de vídeo tem sido utilizada na escola
para criar documentários, ficções, novelas, telejornais
e propagandas. É um trabalho cooperativo fundamentado
na interatividade entre os participantes e no compartilhamento
de idéias e de propostas. É baseada em relações que
permitam a tomada de decisão em grupo de forma consensual.
Ou seja, que promovam uma consciência social onde
estão presentes a tolerância e convivência com as
diferenças dos membros do grupo.
A mídia criada dessa forma caracteriza-se como uma
possibilidade de os alunos se sentirem parte importante
e ativa do processo de comunicação, e com isso assumir
uma postura de responsabilidade com relação a sua
própria aprendizagem e a do grupo como um todo.
Para a escola, é mais uma oportunidade de se desenvolver
uma atividade interdisciplinar. E, principalmente,
incluir em sua proposta educativa o uso da linguagem
audiovisual, atualmente restrita à linguagem oral-escrita.
O quadro abaixo sintetiza as diferenças entre as diversas
utilizações que habitualmente tem-se feito do vídeo
em sala de aula, e a proposta de criação pelos alunos.
| MODELOS
DE USO DO VIDEO EM SALA DE AULA |
| Transmissão |
Criação |
| Aprendizagem
sistemática, baseada na transmissão e retenção
de informações |
Aprendizagem
cooperativa, baseada na troca, na construção do
conhecimento |
| Meio
de divulgação |
Meio
de produção cultural |
| Aluno
como reprodutor de informações |
Aluno
como transformador de uma realidade |
| Visa
à fi xação de conteúdos |
Visa
a problematização da realidade e ao desenvolvimento
do pensamento crítico |
| Programas
curriculares |
Programas
temáticos construídos coletivamente |
| Produção
externa ao grupo e centrada no meio |
Produção
centrada no interesse do grupo |
| Utilização
rígida |
Manipulável |
| Foco
na veiculação dos programas |
Foco
no processo de construção dos programas |
A PRODUÇÃO ESCOLAR PARA ALÉM DE SEUS MUROS
Outro ponto importante é que esse trabalho não se
encerra na escola. Já é comum vermos produções de
alunos concorrendo em festivais amadores de vídeo.
O Festival do Minuto[3] é um exemplo concreto disso.
Sites como Porta Curtas[4] e Curta o Curta[5] também
recebem curtas-metragem e os disponibilizam na Internet.
É uma forma de a escola despertar talentos, vocações.
Quanto aos recursos materiais, sugere-se filmadora
digital. O mercado hoje oferece câmeras mini-dv a
um custo bastante razoável. Existem também diversos
kits de iluminação que atendem à produção educativa.
Para captar o som, usa-se um conjunto de microfones
acoplados à câmera. E, por fim, na edição é necessário
um bom computador[6] com uma placa de captura de vídeo
e muita memória livre. Os programas de edição mais
utilizados são o Movie Maker (Microsoft), o Studio
(Pinnacle), Premiere (Adobe) e Final Cut (Mac).
Enfim, acreditamos que dessa forma a produção de vídeos
pelos alunos significa uma atualização na escola.
Não só de novas tecnologias, mas, principalmente,
de novas estratégias de ensino que despertem nos alunos
o encanto de aprender. E, nada mais encantador aos
adolescentes do que criar seu filme ou o seu programa
de televisão. Como diria Freire, "a educação é comunicação,
é diálogo, na medida em que não é a transferência
de saber, mas um encontro de sujeitos interlocutores
que buscam a significação dos significados." (1988,
p.69)
(NA)
[1]
Mestre em Educação pela Universidade Estácio de Sá.
Professor adjunto e Coordenador do Curso de Matemática
da Universidade Estácio de Sá. Professor do Colégio
Teresiano. siddharta@superig.com.br
[2] Citamos, por exemplo, as pesquisas realizadas pelo
NCE - Núcleo de Comunicação e Educação da Escola de
Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo -
coordenadas pelo Prof. Dr. Ismar de Oliveira Soares,
sobre a Comunicação Educativa e Educação para os Meios
de Comunicação.
[3] Festival do Minuto - www.festivaldominuto.com.br,
em 20/05/2006.
[4] Porta Curtas - www.portacurtas.com.br, em 20/05/2006.
[5] Curta o Curta - www.curtaocurta.com.br, em 20/05/2006.
[6] Sugere-se um Pentium 4 - 3,0 Mhz com 1 Gb de memória
RAM e dois HDs.
BARROS, Lígia A. Suporte a ambientes distribuídos
para aprendizagem cooperativa. 250f. 1994. Tese (Doutorado
em Engenharia de Produção) - Universidade Federal do
Rio de Janeiro, RJ, 1994.
FREIRE, Paulo - Extensão ou Comunicação? 10 Ed.
Rio de Janeiro, RJ: Paz e Terra, 1988.
SOARES, Ismar de Oliveira. Comunicação - Educação:
a emergência de um novo campo e o perfil de seus profissionais.
Revista Brasileira de Comunicação, Arte e Educação,
Brasília, DF, ano 1, n.2, , jan./mar., 1999, p.5-75.
Intranet:
al servicio de una educación transformadora
Liceo
Segovia
Bogotá - Colombia
El
4 de octubre de 2004, José Javier García, profesor del
Liceo Segovia nos "colgaba" en Intranet el siguiente
mensaje:
"La Intranet es una red privada con una infraestructura
basada en los estándares y tecnologías de Internet que
soporta el compartir información dentro de un grupo
bien definido y limitado. La Intranet del Liceo Segovia
integrará en un mismo espacio la información, la comunicación
y además los servicios de su sistema de información.
Tomó un poco de tiempo preparar toda la infraestructura
para que esto fuera posible; desde el diseño de las
bases de datos, la sincronización con los procesos administrativos,
el cableado, la compra de equipos, UPS y adecuación
de la planta física para no solo poner un equipo en
cada salón, sino un equipo conectado a la red del colegio
con la capacidad de salir a Internet a una muy buena
velocidad. Todo lo anterior, sin descuidar lo que ya
está en marcha y que desde su comienzo fue diseñado
pensando en este momento.
Ahora iniciamos paralelamente a la capacitación de los
maestros y administrativos, el uso de nuestra Intranet
desde la perspectiva de los servicios. Es decir, aquí
además de encontrar los comunicados, avisos, convocatorias
y capacitación relacionadas con nuestra comunidad educativa,
también podrá hacer uso de servicios de consulta y actualización
sobre datos de estudiantes, control de fallas, consultas
directas a las bases de datos de la biblioteca, reservas
de equipo audiovisual, sala de conferencias, solicitar
y llevar control sobre suministros y material, realizar
evaluaciones automatizadas y publicar sus propios desarrollos
pedagógicos dirigidos tanto a docentes como a estudiantes.
La capacitación para todo esto aparecerá en este mismo
sitio en la medida en que cada aplicación vaya siendo
terminada y publicada.
Nuestra Intranet tiene dos áreas definidas: La primera
que brindará información y servicios sin ninguna restricción
desde cualquier computador ubicado dentro del colegio
a la que podrán tener acceso administrativos, docentes
y estudiantes en general; y otra área restringida mediante
control de accesos y contraseñas, niveles de información,
dedicada exclusivamente para docentes y administrativos
que brindará servicios de consulta y actualización del
sistema de información interno en donde también se publicarán
documentos de carácter privado. La Intranet irá creciendo
progresivamente, poco a poco, de manera natural, se
convertirá en una herramienta fundamental que usada
con sabiduría puede ahorrarnos tiempo para dedicárselos
a nuestros estudiantes o fortalecer la relación con
nuestros compañeros/as de trabajo. Nos ahorrará tiempo
en las reuniones, si previamente todos están informados
y han meditado sobre las decisiones a tomar. Los estudiantes
se verán beneficiados si encuentran en la Intranet el
material preparado por su propio profesor/a, diseñado
y presentado teniendo en cuenta el contexto de nuestr@
estudiante Segovian@. Algunas evaluaciones podrán automatizarse
y conocer rápidamente los resultados y así decidir reforzar
la clase inmediatamente seguida. En la medida en que
se vayan alimentando las bases de datos llegaremos a
tener detalles personalizados de cada uno de nuestros
estudiantes y ya lo estamos haciendo desde hace un buen
tiempo a nivel administrativo y biblioteca, ahora iniciamos
descubriendo necesidades de los profesores en relación
con los alumnos, entre ellos, la consulta de libros
que el alumno ha retirado de la biblioteca, el anecdotario,
las citas con padres/madres, el registro de las faltas
y llegadas tarde, el registro de salidas, permisos,
etc.
"Cuando se abren, mediante este medio, nuevas posibilidades
de comunicación y de servicio, surgen inevitablemente
temores frente al impacto que tendrán. Por esto, la
invitación es a ver el lado positivo fomentándolo, y
de manera proactiva y crítica, colaborar en su perfeccionamiento.
No nos quedaremos frente a la ventana mirando cómo el
mundo cambia, debemos participar del cambio; y si la
tecnología con sus pros y contras está ahí, seremos
nosotros los que tendremos la responsabilidad de su
uso, de involucrarla en nuestros objetivos. Hagamos
del computador nuestro ayudante para que al mismo tiempo
de trasmitir información a nuestros alumnos, nos de
el tiempo y la libertad de enseñarles lo más valioso:
A ser buenos seres humanos" (José Javier García).
Desde esa fecha hasta hoy, la Intranet en el Liceo Segovia
evolucionó mucho, es algo que nunca está acabado, completo,
sigue siendo una construcción colectiva, buscando siempre
estar al servicio de una educación transformadora. Algunos
comentarios de los usuarios son:
"Solo recalcaría que la Intranet es una construcción
colectiva y requiere de un proceso tanto técnico como
filosófico de quienes la usan y de quienes la concretamos
en un programa. Entendí que nada que no tenga como resultado
humanizar las relaciones de toda la comunidad educativa,
valdría la pena programar" (José Javier García).
"Cuando me preguntaron si sabía algo sobre la Intranet,
me sentí como un perfecto analfabeto de la informática.
Gracias a la colaboración y a la generosidad de otros,
hoy puedo disfrutar de un medio que facilita y agiliza
la comunicación entre los diferentes miembros de la
comunidad educativa" (Álvaro Buendía).
"Intranet: Agiliza el trabajo; minimiza tiempos; manejo
de información acertada; responde a las tecnologías
acordes del momento; genera comunicación y asegura comunicación
exacta; permite tener acceso de informaciones relevantes
y pertinentes en diferentes momentos del quehacer; permite
y "obliga" a los profesores y profesoras estar al día
en esta nueva tecnología; ayuda a puntualizar procesos
académicos" (Grupo de profesoras del I nivel).
"De intranet puedo hablar desde la misma experiencia
que he tenido con ella. Una herramienta o más bien una
compañera de trabajo, útil, eficaz y que sin ninguna
duda ha agilizado en gran medida la comunicación y la
información entre profesores y administrativos. Ha sido
un apoyo muy grande; ya que digitar las notas, poder
actualizar rápidamente las nivelaciones, solicitar el
material, tener a mano asistencia y retardos de los
estudiantes, permite un control muy práctico de estos
aspectos y muchos otros. Además su manejo es muy sencillo
y sólo requiere de conocimientos "básicos" para poder
acceder a ella".(Nidia López)
"De acuerdo al uso y al hecho de ser docente nueva en
la institución puedo decir que es una herramienta tecnológica
muy buena en la medida en que:
1. hace que los docentes nos acerquemos y seamos buenos
usuarios de tecnologías de punta.
2. una de las difi cultades en toda institución es la
comunicación, aquí encontré que este medio nos hace
llegar la información de una forma efi caz y oportuna.
3. podemos comunicarnos con nuestros compañeros e intercambiar
información del trabajo, de los proyectos generales,
es otra ventaja para la interdisciplinariedad" (Alexandra
Castro)
"Me maravilla ver cómo en lo cotidiano la tecnología
se hace vida…se hace posibilidad al servicio de….de
la interdisciplinariedad, de la metodología, del contacto
más allá de los cánones establecidos, de la imaginación…La
Intranet nos exige aportarle, no se alimenta sola….y
ello obliga a desarrollar la sensibilidad colectiva,
la valoración por lo que el otro/a hace… Nos exige mucha
seriedad y responsabilidad en el manejo de la información…Cada
día descubre algo nuevo." (María Eugenia Cárdenas)
Hasta aquí los comentarios de algunos de los usuarios
y usuarias de Intranet en el Liceo Segovia.
|