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L
a Revista de la Pátria Grande


EM DEBATE / EN DEBATE

Novas tecnologias, uma nova subjetividade?
Rosália Duarte
Rio de Janeiro - Brasil


Foto João Ripper
Cine, televisión y, sobretodo, Internet participan decisivamente en la composición del universo subjetivo de sus espectadores y usuarios, permitiendo indicar que una nueva subjetividad se está configurando, a pesar de que no poseemos todavía instrumentos para evaluar con precisión qué implicaciones este fenómeno puede tener en la vida social. Esa nueva organización subjetiva precisa ser más estudiada para ser mejor comprendida, tornándose un objeto de atención permanente.


A Internet integra um conjunto de tecnologias que está transformando, gradualmente, a história da humanidade. Comunicação em tempo real, televisão digital, recepção móvel de imagem e som, troca sincrônica de mensagens. Tudo isso impacta fortemente as sociedades e culturas, sobretudo urbanas, mas afeta mais diretamente os mais jovens, que compõem o segmento mais significativo e apaixonado de usuários dessas tecnologias.


TECNOLOGIA É CULTURA

Mais do que ferramenta operacional, tecnologia é cultura e, como tal, interfere na configuração de modos de ser e de pensar, visões de mundo, conceitos e preconceitos, identidades, e de novas subjetividades também. A atmosfera tecnológica que nos envolve, mesmo aos que não usufruem dela, faz com que sejamos bem diferentes das pessoas que nasceram ou viveram na primeira metade do século XX. Dizer que cada nova tecnologia interfere na configuração das "organizações subjetivas"[1] dos seres humanos é uma redundância. É possível crer que não houve uma mudança muitíssimo profunda na humanidade a partir da criação e popularização da escrita? Pode-se negar que a difusão de livros e jornais, com a invenção da imprensa, alterou significativamente o modo de pensar de milhares dos homens e mulheres que até aquele momento jamais haviam tido um texto impresso em suas mãos? Não há dúvida, portanto, de que cinema, televisão e, sobretudo, internet participam de forma decisiva da composição do universo subjetivo dos seus espectadores e usuários. Mas, ainda não sabemos exatamente como isso ocorre e não temos ainda instrumentos para avaliar com precisão que implicações esse fenômeno pode ter na vida social.

Foto João Ripper

Segundo Ana Maria Nicolaci-da- Costa, uma organização subjetiva não pode ser observada diretamente. Pode-se apenas observar comportamentos e atitudes e tentar identificar neles "indicadores externos" do que acontece internamente com as pessoas. Em nosso tempo, alguns dos indicadores de que uma nova subjetividade está se configurando a partir do contato permanente com as tecnologias de difusão de informações expressam-se na maneira como as pessoas lidam com o tempo, na relação que estabelecem com a comunicação e com a informação e na forma como se relacionam socialmente. Cada vez mais pessoas, em especial os mais jovens, optam por uma sociabilidade virtual, ou seja, por uma convivência social que se estabelece fundamentalmente pela rede mundial de computadores. Nesse contexto, ganham popularidade os jogos on-line, os blogs e fotoblogs, salas de bate-papo, mensagens por e-mail, torpedos enviados pela rede para um amigo ou conjunto de amigos, participação em comunidades do orkut (a partir de interesses comuns) e ainda o uso regular de ambientes interativos que permitem conversas em tempo real, tais como ICQ, SKYP, MSN, TEENSPEAK, etc.

No Brasil, apesar da enorme desigualdade social e da exclusão digital (que deixa milhões de pessoas fora da rede), crianças e adolescentes de grandes e pequenas cidades, de diferentes classes sociais, fazem uso desses programas praticamente todos os dias, durante muitas horas. Nesses encontros virtuais, ocorridos fora do alcance de olhos e ouvidos adultos, fala-se "de tudo": futebol, garotos(as), moda, novas gírias, bandas do momento, música, cinema, poesia, amor e até mesmo, por incrível que pareça, da escola e dos trabalhos escolares. São várias dezenas de "nicks" (nomes fictícios, criados especialmente para este tipo de conversa virtual) - "acabei de acordar e estou bolado", "viajei mas tô de volta", "meninas boazinhas vão para o céu, meninas más vão onde querem" - ligados a endereços eletrônicos, articulados em rede e interagindo entre si a partir de diferentes cidades, estados ou países, falando de todo tipo de assunto ou problema. Há os que se queixam da mãe, que insiste em pedir para desligar o computador e ir jantar ou tomar banho; há quem reclame do pai, que ainda não voltou para casa, apesar do adiantado da hora; há quem conte o filme que viu na tevê no sábado à noite ou o último episódio de Lost, que o outro perdeu porque estava de castigo; há quem dê notícias da família para os primos que moram distante e quem conte a viagem que fez com a turma da escola. Tudo isso envolvido em muito palavrão, muita palavra estranha (para os d fora!) ou inacabada, compondo uma língua desconhecida dos que não compartilham esse modelo de comunicação. Uma língua que hoje é objeto de preocupação por parte de pais e professores e da qual já se tem até glossários, para que possa ser compreendida pelos que não estão familiarizados com ela.

Foto Alexandre Firmino

TECNOLOGIA E SOCIALIZAÇÃO

Há, nesse contexto, indicadores importantes de que as crianças e adolescentes que passam tanto tempo de seu dia conectados, "falando" pelo MSN ou jogando em rede, vêem a amizade, o amor, o tempo, o espaço, a comunicação e o conhecimento de forma distinta dos membros adultos de sua sociedade que, apesar de envoltos também por essa tecnologia, têm com ela um outro tipo de relação. Há indícios de que o processo de socialização deles, isto é, que sua interação com valores, normas, modos de ser e visões de mundo de suas sociedades e culturas esteja sendo feito, em grande medida, virtualmente, na Internet. Nas centenas de mensagens trocadas por escrito (ou "ao vivo", através de microfones e webcams) aprendem-se regras de convivência social (a chamada "netiqueta" reproduz em grande parte regras comuns de convivência no mundo real) e entra-se em contato com informações e problemas-chave de sua própria sociedade e de outras. Na rede faz-se amigos, discute-se, briga-se e até apaixona-se; ali se pode trocar idéias e opiniões e também queixar-se das normas que os adultos impõem. Não raro por esse meio, os mais jovens acabam tendo contato com questões que não deveriam estar sendo ainda objeto de sua preocupação. Tudo isso certamente configura uma nova organização subjetiva, uma nova subjetividade, que precisa ser mais estudada para ser melhor compreendida.

É verdade que essa comunicação dificulta e atrapalha o aprendizado que vem do convívio pessoal, real, olho-no-olho, tão necessário aos processos de socialização, mas, ao mesmo tempo, aproxima crianças e adolescentes que, em função de suas tarefas escolares e extra-escolares, e dos perigos dos grandes centros urbanos, convivem menos do que precisam com seus pares. Falar pela rede amplia o universo de relacionamentos e favorece o contato com pessoas diferentes, que vivem em outra realidade e têm outras crenças; conviver com o diferente é pressuposto para aprender a lidar com a diferença. Por outro lado, esse tempo passado na rede reduz a convivência com os de mesma idade às poucas horas passadas na escola, onde as conversas pessoais sobre gostos, conflitos e necessidades quase não têm lugar.

Foto Alexandre Firmino

Nada tem só vantagens, ou desvantagens, ao que parece. Não nos cabe, então, vaticinar o fim da vida social e nem, ao contrário, apostar na rede como a melhor forma de convívio seguro para os mais jovens. Cabe-nos admitir que ambientes de interação sincrônica e/ou comunicação pela rede são uma realidade cada vez mais presente na vida das novas gerações e, de fato, interferem significativamente no modo como elas vêem o mundo e estabelecem relações. Como se trata de um fenômeno recente e dinâmico, resta-nos fazer dele objeto permanente de atenção, estudo e intervenção, se quisermos continuar dialogando com os que vêem depois de nós.
(NA)


[1] Nicolaci-da-Costa. (2005), Primeiros contornos de uma nova configuração psíquica, Cadernos CEDES, n. 65.



Las nuevas tecnologías en la formación docente desde la experiencia del Centro Cultural Poveda de República Dominicana
María del Pilar Cachofeiro Ramos, del equipo del Centro Cultural Poveda
República Dominicana


Las Tecnologías Hoy

Las Tecnologías de la Información y la Comunicación (TIC) están revolucionando los métodos tradicionales de difusión de la información y nos amplían las posibilidades de realizar actividades a distancia. Hemos pasado de procesar información a comunicarnos, interactuar, construir conocimientos en red (Comunidades Virtuales, Mística, Comunidad Educativa, etc.). Para Manuel Castells (2000:7). El fenómeno Internet está produciendo cambios importantes en la sociedad y en la cultura configurando un nuevo sujeto y nuevas formas de conocer, de aprender y de relacionarse. Internet ha modificado la cultura y la forma de aprender de las nuevas generaciones; por esto, se asegura que el gran reto está en lograr actualizar a los maestros en el uso de nuevas tecnologías e Internet.

Estos cambios provocan en los espacios de la sociedad civil, en las escuelas, en universidades, la necesidad de reflexionar sobre su papel en la sociedad y sobre las estrategias a implementar para buscar alternativas conjuntas a los desafíos de la realidad de hoy.

La velocidad de los cambios y la diversidad de formas y espacios de aprendizaje existentes a partir de esta realidad, demandan nuevas maneras de pensar y asumir la cuestión educativa para evitar la instrumentalización de la educación subordinada a las nuevas tecnologías.


Las TIC en República Dominicana

En República Dominicana son muchos los esfuerzos realizados con los programas de capacitación masiva de maestras y maestros en el ámbito de las TIC. Pero a pesar de la apropiación de un nuevo discurso tecnológico, no han cambiado las prácticas, ni han implementado cambios fundamentales en el aula ni en la sociedad.

Por ello, tenemos que promover una política educativa centrada en un desarrollo que garantice el reparto de los bienes comunes (conocimientos y saberes). Impulsar una formación ciudadana con las capacidades que requieran las nuevas lógicas de la economía solidaria, de la cooperación con otras comunidades y pueblos del mundo.


El Centro Cultural Poveda ante los desafíos de las TIC

Con la incorporación de las TIC en los procesos educativos que desarrollamos en el Centro Cultural Poveda, pretendemos favorecer la democratización de su uso, la formación de una conciencia crítica frente a sus posibilidades y límites, así como la participación en redes virtuales de intercambio, discusión y solidaridad (Propuesta socioeducativa de la Institución Teresiana en América Latina, 2002:36).

Uno de los elementos valorativos a reflexionar, con maestras y maestros, es la desinformación y la necesidad de acceder a los medios para hacerlos significativos, poniendo el énfasis en el acompañamiento de procesos pedagógicos. Para lograr esto nos planteamos la siguiente interrogante: ¿Cómo abrirnos al entorno inmediato desde una perspectiva crítica?

Esta inquietud nos lleva a propiciar un aprendizaje que permita a las personas afrontar críticamente los cambios acelerados de la actual sociedad de la información y el conocimiento. De esta manera pueden actuar con criticidad y autonomía, tomando distancia y no dejándose embaucar por ella. En este sentido, creemos necesario y urgente la capacitación de las y los maestros en este ámbito. Asimismo, consideramos importante el acceso a la utilización de los recursos tecnológicos por parte de esa población magisterial excluída de las tecnologías. En los procesos formativos realizados con maestras y maestros pretendemos desarrollar una conciencia crítica en relación con las informaciones recibidas a través de los diferentes medios y explicitar cómo utilizarlos para que cumplan con la función educativa.

De igual manera, desarrollamos estrategias que favorezcan la articulación de los medios con los tres ejes de la propuesta socioeducativa, haciendo énfasis en la constitución de sujetos críticos, en la incorporación de elementos valorativos para una lectura reflexiva de los medios y en una orientación clara a la construcción de sentidos. Para avanzar en estos procesos, apoyamos el trabajo con propuestas didácticas y elaboramos materiales, contextualizando los medios a la realidad de su entorno social, elementos culturales y el acceso a diferentes medios de comunicación social (publicidad, artículos, noticias en la prensa, radio, televisión, internet); análisis de significado de lenguajes utilizados: visual, sonoro, plástico, contextos, contenidos y otros.

Somos conscientes de la necesidad de seguir apostando por una ciudadanía que necesita estrategias plurales para relacionarse con las nuevas TIC; dialogar con ellas y comprender mejor la realidad pudiendo así, tener una participación más activa en la construcción de una sociedad más digna e igualitaria para todas y todos.

Desde el Centro Cultural Poveda son varios los procesos formativos que hemos acompañado con maestras y maestros, integrando la tecnología en su práctica educativa en escuelas públicas; en la frontera con Haití, en barrios marginales de Santo Domingo y en zonas rurales, integrando las tecnologías a la práctica educativa con energía fotovoltaica. Además, se han formado desde una perspectiva pedagógica crítica, a informáticos de las Salas Digitales de la Universidad Autónoma de Santo Domingo.



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