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a Revista de la Pátria Grande


ENTREVISTA / ENTREVISTA

As Novas Tecnologias em Debate
Las Nuevas Tecnologías en Debate
Entrevista com Rosa Maria Bueno Fischer
Realizada por Adélia Maria Nehme Simão e Koff
Equipe Novamerica - Brasil



ROSA MARIA BUENO FISCHER


Professora adjunta do Departamento de Estudos Especializados e do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Pesquisadora do CNPq, trabalha com a temática das relações entre mídia, cultura, discurso, modos de subjetivação e educação. Durante dez anos trabalhou na TV Educativa do Rio de Janeiro, como coordenadora de programas para crianças, adolescentes e professores. É autora dos livros O mito na sala de jantar (Movimento, 1993, 2ª ed.) e Televisão & educação; fruir e pensar a TV (Belo Horizonte: Autêntica, 2003, 2ª. ed.). Tem publicado vários artigos em revistas especializadas, além de ensaios e capítulos de livros, sobre os temas de suas pesquisas. Desde 1997 é editora da revista Educação & Realidade, da Faculdade de Educação da UFRGS. Participou, de 1998 até 2000, do Comitê Científico da ANPED. É atualmente coordenadora do GT 16 Educação e Comunicação, da ANPED, e participa do Comitê de Avaliação da CAPES, área de Educação, desde 2005. Coordena o NEMES, Núcleo de Estudos sobre Mídia, Educação e Subjetividade.

Profesora adjunta del Departamento de Estudios Especializados y del Programa de Post-Grado de la Facultad de Educación de la Universidad Federal de Río Grande del Sur (UFRGS). Investigadora del CNPq, trabaja con la temática de las relaciones entre media, cultura, discurso, modos de subjetivación y educación. Durante diez años trabajó en la TV Educativa de Río de Janeiro, como coordinadora de programas para niños, adolescentes y profesores. Es autora de los libros O mito na sala de jantar (Movimento, 1993, 2ª ed.) y Televisão & Educação; fruir e pensar a TV (Belo Horizonte: Autêntica, 2003, 2ª ed.). Ha publicado varios artículos en revistas especializadas, además de ensayos y capítulos de libros, sobre los asuntos que investiga. Desde 1997 es editora de la revista Educação & Realidade (Educación & Realidad) de la Facultad de Educación de la UFRGS. Entre 1998 y 2000 participó del Comité Científico de la Asociación Nacional de Investigación en Educación (ANPED)[1]. Actualmente es coordinadora del Grupo de Trabajo 16 Educación y Comunicación, de la ANPED, y participa desde 2005 del Comité de Evaluación de la CAPES, área de Educación. Coordina el NEMES, Núcleo de Estudios sobre Media, Educación y Subjetividad.



NA - No mundo contemporâneo, muitas crianças e jovens parecem viver "mergulhados" em tecnologias. Em outras palavras, atualmente muitas crianças e os jovens têm uma relação intensa com a TV, o computador, os jogos eletrônicos, etc. Nesse caso, qual seria, para você, o impacto disso sobre a vida dessas crianças e jovens?

RF - Prefiro pensar menos em "impacto" ou "influências" e mais em transformações na cultura, nos modos de pensar, de estabelecer relação com o conhecimento, com a informação, com as imagens, com a linguagem e com as próprias pessoas. Se o dia de uma criança ou de um jovem é ocupado, hoje, com quatro, cinco, seis horas diante da TV ou do computador, certamente isso altera seu modo de estabelecer relações com o mundo. Abre-se para crianças e jovens um mundo praticamente infinito de possibilidades de comunicação, o que em si não teria problemas. Sucede, sim, uma série de alterações, não só psíquicas, mas sociais e de compreensão quanto ao que seria "conhecer", "aprender", "informar-se". E isso não acontece independente de outros acontecimentos, como as mudanças nos modos de relacionamento entre adultos e jovens, preocupações com segurança, confinamento em apartamentos e assim por diante. Penso que é por aí que se poderiam levantar novas questões, fundamentais para a educação: nossos alunos e filhos usufruem da Internet exatamente para quê e em que condições? Ficam quatro horas diante da TV e vêem exatamente o quê? Como esse tempo modifica as maneiras de convivência nos diferentes grupos de que participam? Que tipo de experiência têm com as novas tecnologias? Buscam o acúmulo de informação? Ou aprendem a discriminar o que vêem e lêem? Como vão adiante a partir do que lêem e vêem nesses meios? Para mim, é fundamental pensar sobre isso.

Foto Alexandre Firmino

NA - Podemos constatar muitas discussões polêmicas relacionadas ao uso das variadas tecnologias. Nesse sentido, quais seriam, para você, os desafios éticos a serem enfrentados quando nos referimos ao uso dessas diversas tecnologias?


RF - Os desafios éticos são inúmeros. Primeiro, da parte de quem faz, produz, veicula, seja programação de TV, rádio, revistas, sites da Internet, softwares diversos, CDs, etc. Afinal, sabemos que no Brasil ainda engatinhamos, no que diz respeito ao controle da informação nas mídias. Isso sempre vem associado à censura. Segundo, da parte de quem assiste, de quem usa esses meios. A sociedade civil parece que não toma para si essa responsabilidade de lutar pelo direito a uma informação eticamente cuidadosa. O modo como, muitas vezes, os diferentes grupos sociais são mostrados na TV, por exemplo, negros, homossexuais, etc, somente há pouco tempo é explicitamente questionado de fato. Ainda temos muito a aprender quanto ao direito a reclamar, de reivindicar que mulheres não sejam mostradas em posição inferior; que comunidades pobres não sejam sempre retratadas como ignorantes ou "coitadinhas". Acho que a dignidade humana precisa encontrar lugar em todo e qualquer produto midiático. Há todo um trabalho de educação dos comunicadores, que precisa ser feito nos cursos de graduação. E há, com certeza, também uma tarefa cada vez mais urgente, relativa à formação dos pedagogos, dos professores, para transformarem efetivamente a TV, a Internet, etc, em objeto de estudo diário nas escolas.

NA - Para avançar um pouco a nossa reflexão, eu gostaria que você se aprofundasse na questão das relações que você estabelece entre educação, cultura e mídia, de um modo geral.

RF - Entendo que a educação está relacionada não só com o trabalho pedagógico escolar, mas com uma série de trabalhos direcionados a compreender melhor nosso tempo, a cultura em que vivemos, os modos de vida que produzimos e que nos produzem. Ora, os meios de comunicação têm tudo a ver com isso. Eles existem não apenas para informar, divertir, ocupar nosso tempo, vender produtos. A mídia traz, junto, formas de comunicação, modos de contar histórias, de usar a linguagem, de descrever como são ou devem ser crianças, jovens, adultos, pobres e ricos, mulheres e homens, negros, brancos, grupos de todas as etnias e condições sociais.

Assim, integrar a TV, o rádio, as revistas e jornais ao currículo escolar significa trazer seus produtos para a sala de aula, com o objetivo de fazer leituras cotidianas do social veiculado na mídia. Significa estabelecer com os alunos relações entre as narrativas da mídia sobre nós mesmos, nosso País, o mundo, e aquilo que nós pensamos, sentimos e entendemos sobre aqueles mesmos temas, aqueles personagens, aquelas vidas. Significa também aprender formas de expressão, de linguagem, como é o caso da linguagem publicitária, da linguagem ficcional de telenovelas, da linguagem informativa dos telejornais.

NA - E, de um modo mais específico, entre escola e televisão?

RF - A TV, certamente, é o meio de comunicação mais acessível à maioria da população. Assim, trazê-la para a sala de aula, como objeto permanente de estudo, é seguramente um modo rico e eficaz de compreendermos mais sobre o mundo em que vivemos, ao mesmo tempo que esse trabalho se fará na perspectiva de formar espectadores críticos, meninos e meninas que se põem a pensar sobre o que lhes é mostrado e que produzem algo seu a partir do que vêem.

NA - Você fez e faz pesquisas sobre o que você chama de "estatuto pedagógico da mídia" Fale-nos sobre o que isso significa.


RF
- Em poucas palavras, tenho defendido que a mídia e seus produtos operam pedagogicamente, no sentido de que suas imagens e textos falam de gente, de grupos sociais, de modos de ser e existir hoje, neste mundo, neste País. Sempre, em qualquer narrativa, seja ela de um livro, seja ela de uma novela da TV, haverá escolhas, haverá uma seleção do que se vai dizer, do que se vai informar. Ora, a TV, na medida em que é um dos principais meios de informação e diversão, para a grande maioria das pessoas, acaba por ensinar diferentes modos de ser e estar, e isso todos os dias. Modos de ser mulher, de ser criança, de ser jovem. Não acho que a TV crie isso "do nada". Ela faz circular o que de certa forma já existe na sociedade. Mas faz isso do seu modo e com sua força. Hoje em dia, inclusive, a TV tem assumido explicitamente um lugar de "educação": vários programas nos ensinam como comer, como nos vestir, como fazer sexo, como educar nossos filhos. O exemplo mais visível hoje parece ser o da "Super Nanny", aquela babá que literalmente dá aulas aos pais, de como dar limites às crianças... Minhas pesquisas procuram aprofundar essas questões.

Foto Alexandre Firmino

NA - Você gostaria de apresentar alguma sugestão para os professores e educadores, de um modo geral, a respeito do uso das diferentes mídias?

RF - Penso que qualquer material dos diferentes meios, da própria Internet, é material rico para uso em sala de aula. Crianças, mesmo as menores, poderão assistir, junto com a professora, a um desenho animado, e recontar a história, conversar sobre as situações problemáticas mostradas, opinar sobre as soluções éticas encontradas pelos personagens. Também é interessante pensar nas várias possibilidades de os próprios professores aprenderem mais sobre as linguagens das diferentes mídias. A velocidade da informação, a lógica do clipe, a impaciência com as narrativas mais lentas, por exemplo - são questões que podem e devem ser discutidas entre os professores, pois elas têm a ver diretamente com o cotidiano escolar, em que nossos alunos parecem exigir uma outra lógica por parte do professor. E isso tudo, a meu ver, estaria exigindo um aprendizado por parte dos professores, um contato mais direto e efetivo com essas linguagens todas. Outra questão que gostaria de ressaltar: aprender com as mídias não significa apenas investir em criticar a TV e os jornais, a Internet. Significa também pesquisar, dominar essas linguagens, e principalmente garimpar produtos audiovisuais bem elaborados, criativos, ricos, que estimulem as crianças a pesquisar, a ir adiante, que as ajudem na formação do gosto estético e de uma ética comprometida com as grandes lutas sociais de nosso tempo, de direitos humanos, de respeito às diferenças, etc. Principalmente, que mostrem aos jovens as várias possibilidades de se narrar algo: que as verdades não existem inteiras e num só lugar, que elas são construídas e que podemos discuti-las, podemos nos posicionar diante delas, que elas podem ser questionadas.

NA - Rosa, foi um prazer entrevistá-la. E obrigada por sua atenção. Você gostaria de acrescentar algo para finalizar essa nossa rica conversa? O espaço é todo seu.

RF - Queria agradecer essa bela oportunidade de conversar com vocês e me colocar à disposição para continuar discutindo com professores, com educadores de todos os níveis, as pesquisas e as elaborações que tenho feito, com a ajuda de muitos colegas, dentro dessa rica área que relaciona educação e comunicação. (NA)

NA - En el mundo contemporáneo, muchos niños y jóvenes parecen vivir "sumergidos" en la tecnología. En otras palabras, actualmente muchos niños y jóvenes tienen una intensa relación con la TV, la computadora, los juegos electrónicos, etc. En ese caso, ¿cuál sería para usted, el impacto de este fenómeno en la vida de esos niños y jóvenes?

RF - Prefiero pensar menos en "impacto" o "influencias" y más en transformaciones en la cultura, en la forma de pensar, de establecer una relación con el conocimiento, con la información, con las imágenes, con el lenguaje y con las propias personas. Si un niño o un joven ocupa hoy su día con cuatro, cinco, seis horas frente a la TV o a la computadora, ciertamente eso va a alterar su modo de establecer relaciones con el mundo. Para ellos se abre un mundo prácticamente infinito de posibilidades de comunicación, lo que en sí no sería un problema. Lo que sí sucede es una serie de alteraciones, no solo psíquicas, sino sociales y de comprensión en cuanto a lo que sería "conocer", "aprender", "informarse". Y esto no sucede independientemente de otros acontecimientos, como los cambios en las formas de relacionarse entre adultos y jóvenes, el preocuparse con la seguridad, el confinamiento en departamentos, entre otros. Pienso que es por ese camino por el que podríamos plantearnos nuevos cuestionamientos, fundamentales para la educación: nuestros alumnos e hijos ¿hacen usufructo de Internet exactamente para qué y en qué condiciones? Se quedan cuatro horas frente a la TV y, ¿qué ven exactamente? ¿Cómo ese tiempo cambia las formas de convivencia en los diferentes grupos de que participan? ¿Qué tipo de experiencia tienen con las nuevas tecnologías? ¿Buscan el acúmulo de información? ¿O aprenden a discriminar lo que ven y leen? ¿Cómo avanzan a partir de lo que leen y ven en esos medios? Para mí, es fundamental pensar sobre eso.

NA - Podemos constatar muchas discusiones polémicas relacionadas al uso de las varias tecnologías. En ese sentido, ¿cuáles serían los retos éticos a los que tendríamos que enfrentarnos cuando nos referimos al uso de esas diversas tecnologías?


RF - Los retos éticos son innumerables. Primero, de parte de quien la hace, la produce, la vehicula, sea la programación de la TV, radios, revistas, sitios de Internet, softwares, diversos, CDs, etc. Finalmente, sabemos que en el Brasil todavía estamos gateando en lo que se refiere al control de la información en la media. Eso siempre está asociado a la censura. Segundo, de parte de quien ve, de quien usa esos medios. La sociedad civil no parece responsabilizarse por el derecho a una información éticamente cuidadosa. De hecho, solo hace algún tiempo es explícitamente cuestionado el modo como, muchas veces, los diferentes grupos sociales son mostrados en la TV, por ejemplo, negros, homosexuales, etc. Todavía tenemos mucho que aprender en cuanto al derecho a reclamar, a reivindicar que las mujeres no sean mostradas en una posición inferior; a que comunidades pobres no sean siempre retratadas como ignorantes o "pobrecitas". Creo que la dignidad humana necesita encontrar lugar en todo y cualquier producto que salga de la media. Es necesario que en los cursos de grado se desarrolle un trabajo de educación a los comunicadores. Y, por supuesto, también se hace necesaria una tarea cada vez más urgente, relativa a la formación de pedagogos, de profesores, para transformar efectivamente la TV, el Internet, etc., en objeto de continuo estudio en los colegios.

NA - Siguiendo con esta reflexión, me gustaría que usted profundizara sobre las relaciones que establece entre educación, cultura y media, de un modo amplio.

RF - Entiendo que la educación no solo se relaciona con el trabajo pedagógico escolar, sino con una serie de trabajos dirigidos a comprender mejor nuestro tiempo, la cultura en que vivimos, las formas de vida que producimos y que nos producen. Claro que los medios de comunicación tienen todo que ver con eso. Existen no solo para informar, divertir, ocupar nuestro tiempo, vender productos. Junto con esto la media trae formas de comunicación, formas de narrar historias, de usar el lenguaje, de describir cómo son o deben ser los niños, jóvenes, adultos, pobres y ricos, mujeres y hombres, negros, blancos, grupos de todas las etnias y condiciones sociales.

Así, integrar la TV, la radio, las revistas y periódicos al curriculum escolar significa llevar sus productos al salón de clases, con el objetivo de hacer lecturas cotidianas de lo social que es vehiculado en la media. Significa establecer con los alumnos relaciones entre las narrativas de la media sobre nosotros mismos, sobre nuestro país, sobre el mundo, y aquello que pensamos, sentimos y entendemos sobre esos mismos asuntos, sobre aquellos personagens, aquellas vidas. Significa también aprender formas de expresión, de lenguaje, como el caso del lenguaje publicitario, del lenguaje ficcional de las telenovelas, del lenguaje informativo de los noticieros.

Foto Alexandre Firmino

NA - Y de un modo más específico, ¿entre escuela y televisión?

RF - La TV es, evidentemente, el medio de comunicación más accesible a la mayoría de la población. Así, llevarla al salón de clases como objeto permanente de estudio, es un modo productivo y eficaz de comprender mejor el mundo en que vivimos; al mismo tiempo ese trabajo se hace con la perspectiva de formar espectadores críticos, niños y niñas que piensen sobre lo que les es mostrado y que produzcan algo suyo a partir de lo que vieron.

NA - Usted hizo y hace investigaciones sobre lo que llama de "estatuto pedagógico de la media". Háblenos de qué se trata.


RF
- En pocas palabras, defiendo que la media y sus productos operan pedagógicamente, en el sentido de que sus imágenes y textos hablan de personas, de grupos sociales, de modos de ser y existir hoy, en este mundo, en este país. Siempre, en cualquier narrativa, sea la de un libro, sea la de una novela de la TV, habrá que escoger, habrá una selección de lo que se va a decir, de lo que se va a informar. La TV, en la medida en que es uno de los principales medios de información y diversión, para la mayoría de personas, acaba por enseñarnos diferentes modos de ser y estar, y eso ocurre todos los días. Modos de ser mujer, de ser niño, de ser joven. No creo que la TV cree eso "de la nada". Ella hace circular lo que de cierta forma ya existe en la sociedad. Pero lo hace a su manera y con su fuerza. Hoy, incluso, la TV viene asumiendo explícitamente un lugar de "educación": varios programas nos enseñan cómo comer, cómo vestirnos, cómo hacer el amor, cómo educar a nuestros hijos. Hoy el ejemplo más visible parece que es "Super Nanny", aquella nana que literalmente les da clases a los padres de cómo dar límites a los niños... Mis investigaciones buscan profundizar estos planteamientos.

NA - ¿Le gustaría dar alguna sugerencia a los profesores y educadores, de un modo general, al respecto del uso de los diferentes medios de comunicación?

RF - Pienso que cualquier material de los diferentes medios de comunicación, del propio Internet, es un material enriquecedor para ser usado en clase. Los niños, aún los menores, podrán ver, al lado de la profesora, un dibujo animado, y volver a contar la historia, conversar sobre las situaciones problemáticas mostradas, opinar sobre las soluciones éticas encontradas por los personajes. También es interesante pensar en la posibilidad de que los propios profesores aprendan más sobre los lenguajes de los diferentes medios de comunicación. La velocidad de la información, la lógica del clip, la impaciencia con las narraciones más lentas, por ejemplo -son cuestiones que pueden y deben ser discutidas entre los profesores, pues ellas tienen que ver directamente con el cotidiano escolar, en el que nuestros alumnos parecen exigir otra lógica de parte del profesor. Y todo esto, a mi modo ver, exigiría un aprendizaje por parte de los profesores, un contacto más directo y efectivo con todos esos lenguajes. Otro asunto que me gustaría resaltar: aprender con los medios de comunicación no significa solamente invertir en criticar a la TV y a los periódicos o al Internet. Significa también investigar, dominar esos lenguajes, y principalmente discernir productos audiovisuales bien elaborados, creativos, ricos, que estimulen a los niños a investigar, a avanzar, que los ayuden a formar un gusto estético y una ética comprometida con las grandes luchas sociales de nuestro tiempo, los derechos humanos, el respeto a las diferencias, etc. Principalmente, que les muestren a los jóvenes las varias posibilidades de narrarse algo: que las verdades no existen enteras y en un solo lugar, sino que se construyen y pueden ser discutidas, que podemos tener una posición frente a ellas, que podemos cuestionarlas.

NA - Rosa, fue un placer entrevistarla. Gracias por su atención. ¿Querría decir algo más para finalizar nuestra enriquecedora charla? El espacio es todo suyo.

RF -
Quiero agradecer esta bella oportunidad de conversar con ustedes y decir que estoy disponible para continuar discutiendo con profesores, con educadores de todos los niveles sobre las investigaciones y elaboraciones que vengo desarrollando, con la ayuda de muchos compañeros, dentro de esa productiva área que relaciona educación y comunicación. (NA)


Fotomontagem Rodolpho Oliva


[1] En português: Associação Nacional de Pesquisa em Educação - ANPED.

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