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Educação
Ambiental no Brasil: políticas e programas, realidades
e desafios
Mônica
Armond Serrão[1]
Rio de Janeiro - Brasil

En
1999 fue sancionada en Brasil la Ley no 9.795 que
instituye la Política Nacional de Educación Ambiental
(PNEA). Esta verdadera "propuesta programática de
promoción de la educación ambiental (EA)", define
papeles para cada sector de la sociedad y ha posibilitado
importantes avances en EA en el país. Sin embargo,
para la plena implementación de la PNEA habría que
vencer la dificultad de la falta de recursos financieros
destinados al área y esforzarse en la formación de
los recursos humanos necesarios para vencer los obstáculos
que impone el actual modelo económico.
Sancionada em 27 de abril de 1999, a Lei no
9.795 instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental
(PNEA) no Brasil. O Projeto de Lei reconheceu a educação
ambiental como um componente urgente, essencial e
permanente em todo processo educativo, formal e/ou
não-formal, de acordo com os Artigos 205 e 225 da
nossa Constituição Federal.
Diferente de outras Leis, a Política Nacional de Educação
Ambiental não estabelece regras ou sanções, mas responsabilidades
e obrigações. Na verdade ela é uma proposta programática
de promoção da educação ambiental, onde cada setor
da sociedade encontra a definição de seu papel na
implementação da Política.
O grande mérito da PNEA é que ela institucionalizou
a educação ambiental no país, legalizando seus princípios
e tornando-a uma atividade obrigatória em todos os
segmentos: governamental, empresarial e terceiro setor.
Com isso, a sociedade passou a ter um instrumento
de cobrança da promoção da educação ambiental, subsidiando
as reivindicações por políticas públicas específicas.
Mas o que aconteceu desde a promulgação da PNEA? Poderíamos
nos atrever a dizer que houve avanço nas ações de
educação ambiental em nosso país? Para podermos ir
adiante nessa discussão, devemos primeiro destacar
alguns pontos importantes ocorridos nos últimos cinco
anos.
O CAMINHO PERCORRIDO...
Logo após a promulgação da Política, foi criada no
MEC a Coordenação Geral de Educação Ambiental (CGEA)
e no Ministério do Meio Ambiente, a Diretoria de Educação
Ambiental (DEA), como instâncias de execução da PNEA.
Dessa forma, a educação ambiental passou a se inserir
nas políticas públicas do Estado brasileiro no âmbito
de dois ministérios.
Em 2003, o Programa Nacional de Educação Ambiental
- ProNEA, formulado conjuntamente pela DEA e CGEA,
a partir de uma versão anterior, foi divulgado para
que os educadores ambientais de todo o país participassem
de um processo de discussão ampliada do Programa.
Foi instaurado então um processo de mobilização com
o propósito de se discutir o ProNEA e contribuir para
seu aperfeiçoamento, em coletivos com essa finalidade
específica, reunindo educadores em seus próprios espaços
de atuação.
Em 2005, a terceira versão do ProNEA é lançada, resultado
do processo de Consulta Pública, realizado em setembro
e outubro de 2004, o qual envolveu mais de 800 educadores
ambientais de 22 unidades federativas do país. A consulta
do ProNEA foi realizada em parceria com as Comissões
Interinstitucionais Estaduais de Educação Ambiental
(CIEAs) e as Redes de Educação Ambiental, por meio
das oficinas "Construindo juntos o futuro da educação
ambiental brasileira".
Pautados pelo ProNEA, os respectivos setores de Educação
Ambiental do MEC e do MMA atuam conjuntamente, propondo
programas e projetos junto às redes públicas de ensino,
unidades de conservação, prefeituras municipais, empresas,
sindicatos, movimentos sociais, organizações da sociedade
civil, consórcios e comitês de bacia hidrográfica,
assentamentos de reforma agrária, dentre outros parceiros.
Dentre os Programas desenvolvidos, podemos destacar
o ProFEA - Programa Nacional de Formação de Educadoras(es)
Ambientais, cuja implementação está pautada na formação
de Coletivos Educadores em todo o país
O MEC vem buscando trabalhar as questões ambientais
baseado em quatro ações estruturantes: Conferência
Nacional de Meio Ambiente, Formação Continuada de
Professores e Estudantes, Inclusão Digital com Ciência
de Pés no Chão e Educação de Chico Mendes. O programa
do MEC está voltado para a construção de um processo
permanente de educação ambiental na escola.

Em 2003, os Ministérios do Meio Ambiente e da Educação
lançaram a campanha Vamos cuidar do Brasil por meio
da Conferência Nacional do Meio Ambiente, com uma
versão adulta e uma outra para jovens. A Conferência
Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente contou
com a participação direta de quase dezesseis mil escolas,
onde cerca de seis milhões de pessoas entre estudantes,
professores e comunidades debateram questões ambientais.
Esse movimento incluiu, além das escolas regulares
do ensino fundamental, escolas indígenas, quilombolas,
ribeirinhas, caiçaras, de assentamentos, de pescadores
e de portadores de necessidade especiais.
Em termos estratégicos e de forma integrada ao Pro-
NEA, foi criada, como continuidade da Conferência,
uma ação presencial de formação de professores para
potencializar o "enraizamento" da educação ambiental.
Portanto, o MEC e o MMA, em consonância com os princípios
e objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental
e do Programa Nacional de Educação Ambiental, vêm
desenvolvendo propostas de formação de educadores(as)
ambientais e espera-se que, quanto mais aprofundada
for a articulação entre eles, tanto mais será potencializada
a sinergia das ações dos Ministérios.
CONQUISTAS E DESAFIOS...
Pelo que vimos até aqui, poderíamos sim nos atrever
a dizer que houve avanços importantes para a Educação
Ambiental no Brasil. Temos uma Política bem estruturada
do ponto de vista legal e conceitual e um Programa
Nacional construído e legitimado por educadores ambientais
de todo o país. Instâncias consultivas e deliberativas,
como as CIEAS, sendo implementadas nos estados, que
já começam a propor e elaborar suas políticas de educação
ambiental. Além disso, verifica-se o fortalecimento
das estruturas de Estado com a realização de concursos
públicos em nível federal (Ibama e MMA) e estadual,
alguns com vagas específicas para atuação em educação
ambiental.
Além desses indicadores, poderíamos destacar aqui
outros que também demonstram que a área está se fortalecendo,
como a oferta crescente de cursos de especialização,
mestrado e doutorado em Educação Ambiental e um significativo
número de publicações, editadas a cada ano, por autores
brasileiros, já reconhecidos pela qualidade de sua
produção na área da Educação Ambiental. O comparecimento
de milhares de educadores em eventos recentes como
o V Encontro Nacional de Educação Ambiental, em 2004,
em Goiânia/GO e o V Congresso Ibero-Americano, em
Joinville/SC, em 2006, também nos indicam um crescimento
numérico e qualitativo da Educação Ambiental no Brasil.
Contudo, não podemos perder nossa visão crítica sobre
esse processo que está em plena construção, e por
isso mesmo, cheio de fragilidades, lacunas e obstáculos
a serem vencidos. Apesar das conquistas, o que poderíamos
considerar como os principais desafios para que a
PNEA seja plenamente implementada no país?
Poderíamos começar por um grande obstáculo representado
pela falta de recursos financeiros destinados à área
de Educação Ambiental. Esse é um ponto central, que
mesmo a aprovação da PNEA não conseguiu resolver.
Isso porque o Artigo 18, que garantia as fontes de
financiamento para a implementação da Política, foi
vetado pelo Presidente na ocasião da sua aprovação.
Tal fato demonstra uma ambigüidade por parte do próprio
Estado, que avançou ao propor uma lei inédita e de
vanguarda na América Latina, mas não garantiu a sustentabilidade
econômica das ações previstas pela própria lei.
Além do orçamento do MMA ser um dos menores do país,
o atual governo contingenciou, ao longo dos três últimos
anos, as despesas do MMA e do Ibama. Em 2006, mais
de 80% do parco orçamento aprovado não poderá ser
gasto, o que significa que a falta de recursos ainda
permanece como um forte obstáculo para a implementação
da PNEA.

Como um exemplo de lacuna a ser preenchida, caberia
destacar a falta de diretrizes e incentivos para que
as universidades cumpram com o papel estabelecido
pela PNEA, o de incorporar a dimensão ambiental na
formação de educadores e profissionais de todas as
áreas. Em várias Instituições de Nível Superior (IES)
do país são desenvolvidas atividades de Educação Ambiental
ligadas ao estudo, à pesquisa, à extensão e à gestão
do campus, contudo, em sua maioria, são desenvolvidas
por grupos de professores e alunos, motivados mais
por iniciativas pessoais do que por uma demanda institucional.
Cabe ao MEC direcionar esforços para que as IES se
insiram de forma mais orgânica e comprometida nesse
processo. Investir esforços na qualificação de recursos
humanos é uma estratégia importante para vencermos
os obstáculos que o atual modelo econômico nos impõe.
Ações junto às IES, somadas as que já são desenvolvidas
nos demais segmentos da educação, propiciariam, em
médio prazo, a formação de profissionais e educadores
comprometidos com a construção de uma sociedade sustentável
do ponto de vista socioambiental.
Universidades, empresas e terceiro setor têm muito
a contribuir para preenchermos as lacunas e superarmos
os obstáculos, cabendo aos órgãos governamentais o
papel de "orquestradores" desse processo. Da mesma
forma que o MEC conta com as escolas e secretarias
de educação nos estados e municípios para implementar
a PNEA, o MMA tem a seu dispor a estrutura do Ibama
- com seus Núcleos de Educação Ambiental (NEAs) e
Unidades de Conservação - presente em todos os estados
brasileiros. Uma estrutura que pode, e precisa, ser
fortalecida para ser mais bem utilizada.
Portanto, aproveitar as estruturas já existentes
em nossa sociedade para fortalecer a Educação Ambiental
no país, pode ser uma das saídas para superarmos o
quadro da falta de recursos financeiros para uma implementação
mais abrangente da Política Nacional de Educação Ambiental.
(NA)
[1]
Analista Ambiental do Ibama. Especialista em Educação
Ambiental, com Mestrado em Ecologia Social.
As
relações entre os desastres ambientais e a pobreza
Los
desastres naturales: huracanes, terremotos, inundaciones,
deslizamientos, en nuestro país, constituyen una amenaza,
especialmente para los más pobres, pues son ellos/as
quienes construyen a orillas de los ríos y arroyos,
con los materiales más fágiles.
Por experiencia tenemos que en circunstancias de cataclismos
se desarrollan redes de solidaridad para ayudar a los
/as sobrevivientes, pero en muchos casos, esas ayudas
no llegan a los destinatarios finales. En muchas ocasiones,
personas que han sido socorridas y reubicadas, venden
o alquilan las viviendas que les han sido donadas y
vuelven a ocupar sus mismos lugares de peligro. Esto
da a entender que la mayor pobreza de nuestra población
está en la carencia de una educación de calidad y en
la falta de conciencia ciudadana.
Aidée Santos
República Dominicana
Creo que la pobreza aumenta después de los desastres
ambientales y de la naturaleza, visto que los pobres
son quienes no disponen de recursos para arreglar sus
vidas. En esas ocasiones, es costumbre unir fuezas con
la finalidad de ayudar las gentes atingidas...pero ni
siempre la ayuda llega con la necesária precisión. Estoy
de acuerdo con Aidèe Santos de Republica Dominicana:
"la mayor pobreza de nuestra población está en la carencia
de una educación de calidad y en la falta de conciencia
ciudadana".
Maria ReginaTeixeira Hunziker
Brasil
Si entendemos pobreza como el estado de privación o
deprivación en el acceso a la satisfacción de necesidades
materiales y espirituales de las personas, aquéllos
que viven en estado de pobreza, siempre son los más
afectados por los desastres ambientales y de la naturaleza,
en tanto son quienes no disponen de poder ni recursos
para enfrentar tales desastres.
Amalia Lira
Chile
Hay una relacion muy estrecha, como es el caso de los
huracanes, inundaciones, terremotos que pasan destruyendo
todo. La población se queda sin nada. Los ricos pronto
se arreglan y hasta tienen ayuda más fácil como es el
caso de Cancún la zona hotelera está lista para recibir
los turistas. Los pobres continuan viviendo en barracas,
sin casa, sin recursos... Veo que los desastres ambientales
aumentan la pobreza, la calidad de vida es indigna de
un ser humano.
Iolanda Maria Pires
México
"Ciudadanía y participación social": Nos podemos quedar
en la relación directa de causa y consecuencia como
señalan las dos intervenciones anteriores... Pero no
nos quedemos en comprobar esa consecuencia directa.
Vayamos más allá, pensemos en cómo prevenir o afrontar
con acciones solidarias conjuntas, uniendo fuerzas la
gente afectada por el desastre ambiental y las ayudas
externas, los promotores sociales, el apoyo gubernamental.
tod@s junt@s sí podremos. Desde CyPARS queremos seguir
dialogando, escríbannos a este e-mail: programacyp@yahoo.com
y visitennos en nuestra página web: http://proyectocypars.netfirms.com
Proyecto CyPARS Proyecto sociocultural
Perú
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