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La Revista de la Pátria
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Novas
reformas?

Esse é o título de nossa edição número 118. Mais do
que uma simples pergunta, esse título expressa nossas
inquietações a respeito do que está acontecendo recentemente
no campo da Educação em diversos países latino-americanos.
Em outras palavras, apesar das inúmeras propostas de
mudanças em andamento que atingem desde as concepções
até as práticas educativas vividas nas diferentes realidades
latino-americanas e abrangem desde aspectos relacionados
à infra-estrutura, à adoção e/ou concepção de novas
estratégias, metodologias e recursos até questões relativas
à valorização e à formação de professores/as, entre
outros/as, temos muitas dúvidas se as diversas medidas
e/ou procedimentos sugeridos podem "tocar", ou seja,
transformar de verdade, a Educação na America Latina,
e nesse sentido contribuir para que ela possa dar saltos
significativos e avançar na perspectiva de um projeto
realmente eficiente e eficaz (sem medo de dizê-las e
apesar da polissemia dessas expressões) para todos e
todas.
Os balanços analíticos acerca das reformas que foram
propostas e aconteceram nos anos 90, bem como as reflexões
críticas sobre os atuais projetos de transformação previstos
para a área educacional nos permitem, no mínimo, dizer
que o assunto é bastante polêmico e marcado, certamente,
por diferentes tendências.
Existem alguns críticos e/ou autores/as que dizem que
as reformas propostas e/ou realizadas nos anos 90 não
lograram muitos êxitos, provocando poucas mudanças de
fato, ressaltando que as atuais sugestões vão na mesma
direção, tendendo, portanto, aos mesmos resultados,
quer dizer, caminhando para não obter ou conseguir parcos
resultados. Outros/as analistas consideram que o que
está sendo proposto e/ou acontecendo hoje em termos
de reformas educativas objetiva apenas ocupar alguns
espaços que não foram ocupados ou dar conta de alguns
aspectos que não puderam ser atendidos na década passada.
E ainda há alguns/as outros/as que acreditam que hoje
é possível perceber que há muitas coisas novas acontecendo,
fruto inclusive do impacto das novas tecnologias na
difusão e/ou construção de conhecimentos.
Uma simples repetição, uma evolução ou uma proposta
de verdadeira mudança? Talvez ainda seja cedo ou talvez
não tenhamos dados suficientes para responder a essa
questão, mas uma coisa parece inquietar a equipe da
Revista Novamerica e seus colaboradores-autores: tanto
as antigas, como as novas propostas parecem manter uma
mesma lógica. Uma lógica que se acomoda aos modelos
econômicos vigentes, ao invés de questioná-los e sugerir
mudanças e/ou reformas que possam contribuir para a
construção de outras lógicas, mais comprometidas com
a melhoria de qualidade da educação, que possa resultar,
ao lado de outras dimensões, na conquista de uma vida
mais solidária, justa, autônoma e feliz.
Os/as diversos/as autores/as que colaboraram com essa
edição, seja tratando especificamente de analisar essas
reformas ou abordando alguns aspectos mais específicos
que lhe tocam ou a elas estão relacionados, nos provocam,
nos convidam não apenas à reflexão e ao debate, mas
principalmente a pensar em outras possibilidades que
possam de fato ir além de uma educação comprometida
com a manutenção de um sistema, para juntos, a partir
de um grande pacto, construirmos uma educação para a
transformação de nossas sociedades. |
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