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A
rua como lugar social e de convivência pacífica
Náthima
Ferreira Sampaio Danel
Jornalista e Especialista em Segurança Pública e Cidadania
Brasil
nathimasampaio@hotmail.com

El
considerable aumento de la población ha venido acompañado
de elevados índices de violencia como resultado de
la falta de preparación del Estado como ente promotor
de seguridad y bienestar social. La actual realidad
de la calle -lugar social- se encuentra marcada por
la violencia hacia las personas, hacia la vida, es
decir, pasó a ser de vacío de convivencia pacífica.
La educación para el tránsito también es papel de
las escuelas; orientar y educar principalmente a los
niños y jóvenes que usan este escenario es responsabilidad
de padres, educadores y Estado. Esa educación ayudará
a construir una sociedad menos violenta, una calle
feliz y a celebrar la vida a través de la seguridad
pública de los ciudadanos.
Há
pelo menos duas décadas atrás, a rua era lugar de
lazer, saía-se para ela em busca de conversas com
vizinhos, as crianças para brincar de barra bandeira,
esconde- esconde, entre outras brincadeiras infantis.
Em frente às casas, o clima era de alegria, descontração
e troca de informações acerca de acontecimentos da
própria rua, do bairro, da cidade, bem como de contexto
nacional e internacional, onde os casos de violência
social eram mais escassos, se comparados aos dias
de hoje, apesar de também chocarem a sociedade da
época.
O crescimento considerável da população foi acompanhado
pelos índices de violência, o que se pode deduzir
que seja resultado do despreparo do Estado enquanto
ente promotor da segurança e bem estar social em conseguir
controlar o crescimento populacional, bem como as
mazelas sociais: pobreza, miséria, violência, analfabetismo,
etc.
A realidade da rua, lugar social, nos dias de hoje,
passa a ser de vazio da convivência pacífica, e de
entupimento por mendigos, crianças de rua, desocupados,
assaltantes, ladrões, enfim, pela violência às pessoas,
à vida.
Esse cenário é manifestado ainda no grande número
de acidentes de trânsito, em que milhares de pessoas
são vitimadas, vidas ceifadas, e outras terão seqüelas
físicas e psicológicas, às vezes, insuperáveis, gerando
transtornos e dificuldades às famílias que quando
pobres, viverão esses problemas de modo mais efetivo,
além do Estado, que terá mais pessoas nas filas dos
hospitais públicos e mais gastos a serem cobertos.
Dessa forma, o espaço deixado nas cidades para a circulação
de pessoas, o diálogo, encontros passa a ser de desencontros,
brigas e morte, porém, as crianças não sabem disso
(os pais quando trabalham não têm tempo para acompanhar
o dia-a-dia dos filhos e alguns até estimulam a inserção
dos menores nesse cenário de violência) e continuam
nas ruas, sendo vítimas da violência, de toda espécie
de abuso, daqueles acidentes de trânsito, e da criminalidade.
Vê-se que muitas são usadas para a prostituição, na
prática de furtos, venda de drogas ilícitas e até
mesmo homicídios.
O espaço em que se chega aos diferentes lugares da
cidade e que se alcança também o mundo é encoberto
ainda pela poluição sonoro e do ambiente físico. A
fumaça excessiva emitida pelos milhares de carros
que circulam as ruas, faz mal e prejudica a saúde
das pessoas, além de contribuir para o aumento do
aquecimento global, que traz também por conseqüência,
o descontrole ambiental. O lixo jogado nas ruas enfeia
a cidade, entope bueiros, causa enchentes e adoece
as pessoas.

É papel também das escolas a educação para o trânsito,
é responsabilidade dos pais, educadores e Estado orientar
e educar principalmente as crianças e os jovens (os
jovens e os adolescentes estão cada dia mais violentos
e responsáveis por muitos acidentes no trânsito, sendo
eles, a maior parte das vezes, as principais vítimas)
que desde cedo, já fazem uso deste cenário. Essa educação
irá ajudar a reconstruir uma sociedade menos violenta;
uma rua feliz.
A grande circulação de pessoas, o fluxo intenso de
carros, motos, pedestres, o barulho emitido pelos
veículos automotores; o céu nublado pela fumaça liberada
pelos carros; o saco plástico e o papel jogados no
chão; gente passando de um lado para o outro da rua;
a faixa de pedestre em que os carros e motos não respeitam;
o semáforo com a luz vermelha acesa e carros em movimento;
o caos nos hospitais públicos (não há médico e nem
remédio para todos os pacientes); as viaturas policiais,
todas em atendimento à ocorrências (não há policiais
nem veículos suficientes para atender de modo satisfatório
aos chamados da população); a corrupção no judiciário,
legislativo, executivo montam um cenário chamado de
caos social.
A vida das pessoas é representação simbólica da violência
em todas as esferas da sociedade. Porém, vemos grupos
de estudantes de escolas públicas fazendo campanha
para salvar igarapés; ecologistas de todo o mundo
lutando para preservar animais em extinção da fauna
brasileira; políticos que lutam contra a corrupção
e em favor do desenvolvimento sustentável; profissionais
da saúde que se dispõem a atuar em lugares onde só
é possível chegar por meio de barco (às vezes, leva-se
até dias para alcançar certos destinos); o Estatuto
do Índio, que apesar de não garantir, na prática,
todos os direitos aos indígenas, serve de grande passo
para legitimar a igualdade entre as pessoas; policiais,
de diferentes esferas de competência, realizando trabalhos
éticos, não violento, não corrupto, valorizando a
vida humana e respeitando os direitos do homem, da
criança e do adolescente.

Na busca por dias melhores, num futuro próximo
e diferente, há esperança da reconstrução da rua
como espaço de reconstrução do considerado ético e
moralmente aceito, onde brincadeiras de criança,
os trabalhos lícitos, a harmonia com a natureza, a
convivência pacífica entre negros, índios, homossexuais,
brancos, mulheres e homens, em fim, celebrem a da
vida numa ampliação do espectro chamado de segurança
pública aos cidadãos. (NA)
Texto
extraído do site www.forumseguranca.org.br. Publicação
na Revista Novamerica autorizada pela autora.
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