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La Revista de la Pátria
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Educadores/as
e seus desafios
Quem são os/as educadores, hoje? Que desafios eles/elas
enfrentam ao longo de suas trajetórias? Qual o seu papel
na educação formal e também nos projetos e programas
educativos de natureza não formal? Que aspectos precisam
ser valorizados durante a formação inicial desses/as
educadores/ as? E na formação continuada? As possibilidades
de respostas a essas e outras questões motivaram a edição
deste número da Revista Novamerica.
Cientes de que este tema é bastante significativo e
que tem movimentado as discussões, os estudos e as pesquisas
na área da Educação, nós, editores da Novamerica, optamos
por privilegiá-lo, na perspectiva de contribuir para
fazer avançar o debate e o conhecimento em torno de
aspectos que entendemos fundamentais quando se deseja
construir uma educação mais "antenada" com as demandas
da sociedade hoje. E, nessa perspectiva, convidou vários/as
docentes e pesquisadores/as para apresentarem suas reflexões,
abrindo espaço para debates bastante abrangentes e multidimensionais.
Você, caro/a leitor/a, vai poder dialogar com Rosa María
Torres del Castillo, nossa entrevistada, que, entre
outros inúmeros aspectos, destaca que no que tange às
decisões de nível de políticas e programas voltados
para o educador é preciso fazer "mudanças radicais e
não a ter mais do mesmo", além de fazer um apelo aos
pais e docentes para que "procurem compreender melhor
seus papéis e suas diferenças para que ajam de maneira
a se complementar em vez de se ignorar ou atacar reciprocamente.
Na sessão Construindo Caminhos, você vai ter contato
com uma experiência inovadora de formação implementada
pelo Instituto Normal Superior Católico, descrita por
Maria Luz Mardesich, que chama atenção, inclusive, para
a importância da formação que acontece centrada em atividades
colaborativas entre os/as estudantes e os/as docentes
da escola. Vai conhecer as reflexões da professora Ana
Waleska Mendonça que, revisitando uma pesquisa, aponta
o papel das universidades na formação de professores/as
que atuam no primeiro segmento do Ensino Fundamental,
embora enfatize que ainda não é possível constatar os
impactos da formação em nível de 3º grau desses/as docentes.
Ainda nesta sessão, Maria Alejandra Scafati Fadulti
fala sobre o Programa de Aulas Comunitárias que tem
como principal objetivo reinserir no sistema de educação
formal jovens entre 12 e 18 anos, apropriando-se, inclusive,
de estratégias não formais. Há também a Carta de Princípios
do Movimento Socioeducativo Educar em Tempos Difíceis
que convoca a todos nós, educadores/ as, para participar
na construção de uma educação de qualidade para tod@s.
Além de conhecer as características do trabalho de formação
permanente implementado na República Dominicana que
visa criar uma nova liderança pedagógica, centrada principalmente
na criação de comunidades de aprendizagem. A autora
deste artigo, María Esperanza Ayala, destaca a preparação
desses/as docentes para atuarem em contextos complexos,
com a incorporação de tecnologias à prática da formação.
Em Opinião, Catarine Walsh nos fala sobre as contribuições
de Frantz Fanon no que tange ao trabalho pedagógico,
tendo em vista o projeto de desafiar e derrubar os problemas
estruturais decorrentes da colonialidade. Como destaca
Walsh, para Fanon "a descolonização é uma forma de (des)aprendizagem:
desaprender tudo o que foi imposto e assumido pela colonização
e desumanização para reaprender a ser mulheres e homens".
Já na sessão Idéias em Rede, Elsa Tueros Way reflete
sobre o caráter ético da educação e do trabalho do/a
educador/a, enfatizando que é parte de sua tarefa buscar
a construção de um mundo mais humano, justo e inclusivo.
Vera Maria Candau, por sua vez, põe em foco a formação
continuada, destacando o seu papel na perspectiva da
reinvenção das escolas e das práticas pedagógicas, lembrando
que a escola é um lócus privilegiado dessa formação.
Também nesta sessão, Juan Casassus chama a atenção para
a necessidade dos processos formativos dos/as docentes
incorporarem as dimensões emocional e afetiva, presentes,
na sua atividade profissional, tão centrada em sistemas
de relações. Dois artigos fecham a sessão Idéias em
Rede: um deles, o de Raiane Assunção, dialogando com
as propostas de Paulo Freire, discute os caminhos possíveis
para que o/a educador/a desempenhe seu papel político
e social, pautado/a pelos princípios de uma educação
transformadora. O outro, de Hugo Yasky, situa o trabalhador
da educação como sujeito social, que assume seu papel
ativo e criador na prática profissional e que se empenha
nas lutas por uma escola pública de qualidade para tod@s
e por melhores condições de trabalho. Ser educador/a
em tempos difíceis não parece ser uma tarefa muito fácil,
mas Novamerica aposta com os seus autores que há vários
caminhos possíveis e que há possibilidades de se avançar.
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