|
FÓRUM
CULTURAL MUNDIAL
Uma grande mobilização internacional

Gilberto Gil
Ministro da Cultura do Brasil
Queremos
ver o fenômeno cultural, o fenômeno social e produtivo,
como uma grande totalidade, construída por múltiplas
sinapses, como se fosse um grande cérebro enfrentando
o desafio de produzir uma consciência da vida moderna,
da vida contemporânea. Precisamos recolocar a questão
cultural e a dimensão cultural brasileira em plena
exposição ao sol da vida republicana, e esse trabalho
imenso é uma prioridade que envolve profundamente
os brasileiros, e especialmente um deles, o nosso
Presidente da República, que fala com firmeza desse
imenso trabalho de fazer falar todos os brasis que
nos compõem, todos os povos, territórios falas e perspectivas.
Creio que devemos buscar isso dialogando com o mundo
e, ao mesmo tempo, com a contemporaneidade.
O que podemos esperar desse Fórum? Uma reunião extraordinária
de visões, concepções, um partilhamento imenso de
perspectivas distintas sobre a cultura do mundo, uma
grande mobilização internacional que coloca exatamente
os nossos processos de gestão dentro dessa característica
interessantíssima da vida contemporânea que é a administração,
a programação, os processos de gestão por fluxo, ou
seja, uma abertura enorme às novidades, aos adventos,
às coisas que chegam de repente, e que chegam com
uma carga enorme de dinamismo de possibilidades -
em oposição àquele que é o sentido mais clássico da
gestão, que é a gestão por ciclos. Esses dois estilos
de gestão devem dialogar de forma constante, são duas
vertentes imprescindíveis da administração, e me lembram
um verso escrito numa canção: “O povo sabe o que quer,
mas o povo também quer o que não sabe”. Essa é um
a máxima fundamental para nossa gestão, para nossa
consciência de gestão pública. Precisamos saber o
que faremos junto com o povo, mas também precisamos
estar abertos o tempo todo para o que surge de novo,
para os desafios. Precisamos estar todos juntos, de
mãos dadas, e só o fato de desenvolvermos essa consciência
já é um avanço enorme. Esse Fórum, com o qual já sonhávamos,
está caindo nas nossas cabeças assim como um relâmpago
que energiza tudo, e é isso mesmo que vai nos dar:
uma grande provisão de meios, de ferramentas, de possibilidades
para a gestão futura da cultura do mundo”.
Marta
Sanjurjo

La pintora Marta Sanjurjo nació en 1953 en Paraná (Entre
Ríos, Argentina). Actualmente se dedica a representar
de forma pictórica la cultura del tango. Este baile
surgió a fines del siglo XIX en los bares de las clases
populares de Buenos Aires y fue reflejo de la vida de
estas personas. En las primeras décadas del siglo XX
se hizo famosa – de una forma menos liberal y menos
erótica - también en la burguesía. Hoy en día, el tango
argentino tiene fama mundial y es considerado como uno
de los aspectos fundamentales de la cultura argentina.
Para Marta Sanjurjo, este baile y su historia son una
fuente de inspiración para su obra artística.
El nombre de la pintura “Caminito” viene de una calle
con el mismo nombre en el barrio portuario de Buenos
Aires. En ese lugar desembarcaban los inmigrantes que
llegaban para instalarse en la cuidad. Las casas de
chapas están pintadas con ese gran colorido y es un
paseo obligado para el turismo, ya que es allí donde
nace y se mantiene vivo al tango. Marta Sanjurjo elige
a “Caminito” por su colorido, porque es alegre, mágico
y simbólico.
|