Revista

L
a Revista de la Pátria Grande


CONSTRUINDO CAMINHOS/ CONSTRUYENDO CAMIÑOS

Escola, cidadania e paz
Aura Helena Ramos
Rio de Janeiro - Brasil

Professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ
FEBF – Faculdade de Educação da Baixada Fluminense


Foto João Ripper
El Núcleo de Educación Continuada de la Facultad de Educación de la Baixada Fluminense (FEBF-UERJ) promueve acciones académicas de enseñanza, investigación y extensión visando a la formación profesional en Educación para la Paz y el Desarrollo Sustentable. En la propuesta, la escuela fue convocada a asumir una actitud crítica y responsable frente a la realidad que se impone, redefiniendo la forma de desempeñar el papel histórico a ella atribuido: formar al ciudadano. En el plano pedagógico, el núcleo construye sus reflexiones e iniciativas alrededor de dos grandes temas: Educación en Derechos Humanos y Educación Socioambiental.



Ligando a TV naquele momento, podia-se apenas acompanhar os últimos segundos da entrevista, quando o repórter perguntava: Para finalizar, gostaria que nos dissesse quais desafios fundamentais o senhor considera que a humanidade terá que enfrentar neste milênio que se inicia. O entrevistado, um pensador francês que não foi possível identificar pois o programa terminou em seguida, respondeu: Acho que teremos que responder a duas perguntas básicas: 1- Iremos nos suicidar? 2) Seremos capazes de conviver? O repórter avançou: O senhor é otimista em relação à resposta que será encontrada? E o entrevistado concluiu: Vou responder com uma alusão a algo que nossos países gostam muito - o futebol. Nesta situação estamos todos em campo, somos jogadores, não há platéia ou torcida. Não nos cabe ser otimistas ou pessimistas. Nos cabe jogar.

Tomamos de empréstimo este trecho final de entrevista para iniciar este relato, por ilustrar curiosa e sinteticamente tanto o foco temático quanto a abordagem do trabalho que desenvolvemos e sinteticamente queremos apresentar aqui.

No século passado os países industrializados chamaram de desenvolvimento ao investimento de grande parte da riqueza produzida pela humanidade e do seu mais sofisticado potencial criador, no desenvolvimento tecnológico de armas de destruição em massa, de equipamentos de produção industrial extremamente produtivos e poluentes e de meios de transporte físico e virtual altamente velozes e eficazes, mudando radicalmente nossa condição de comunicação e contato com nossos semelhantes. Munidos ainda de preconceitos seculares, criamos as condições materiais para destruir o mundo e, ao mesmo tempo, tornamos o mundo um lugar muito pequeno – somos todos vizinhos! Precisamos agora investir nossa criatividade e energia na invenção de um caminho que nos desvie do precipício suicida, pois estamos tratando não apenas do tempo que as espécies (não apenas a humana) ainda têm sobre a Terra, mas também da qualidade de vida que nos aguarda.

Na base do nosso trabalho está a inquietação e assunção de compromisso institucional frente a esta problemática. Pelo menos no recorte desta sua fala, o modo como nosso pensador anônimo apresenta as questões da sobrevivência e da convivência em um mesmo patamar, sugere a articulação entre modelo de desenvolvimento e paz que tem nos orientado. E mais, quando diz que não nos cabe ser otimistas ou pessimistas, está afirmando que capta a realidade histórica como uma construção humana, visão de mundo e forma de compreender a realidade que correspondem à convicção inspiradora das ações que temos desenvolvido.

Deste lugar que é a Universidade e no espaço de uma Faculdade de Educação, temos procurado assumir nosso papel nessa história - nossa posição nesse jogo. Assim, há quatro anos iniciamos a implantação do NEC – Núcleo de Educação Continuada.

Trata-se de um projeto que visa incentivar e agregar ações acadêmicas de extensão, pesquisa e ensino voltadas para a formação profissional em Educação para a Paz e o Desenvolvimento Sustentável. Desenvolve ações voltadas para a qualificação profissional do/da professor/a da rede pública de ensino da Baixada Fluminense, fomentando práticas pedagógicas promotoras da cidadania ativa, inspiradas nos princípios de respeito aos direitos humanos e defesa do meio ambiente.

A Baixada Fluminense é uma região da periferia do Rio de Janeiro nacionalmente conhecida pelos seus elevados índices de criminalidade, densa população de baixa renda e equipamentos sociais insuficientes e precários. A FEBF - Faculdade de Educação da Baixada Fluminense é a única instituição pública de ensino superior da região. Unidade da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro instalada no município de Duque de Caxias, tem sido responsável pela formação de uma parte expressiva dos/as educadores/as que atuam na rede de ensino local, embora, frente às necessidades existentes, ainda represente uma presença tímida do poder público nesta área.

Foto João Ripper

Desejando aprofundar sua contribuição para a compreensão e enfrentamento dos graves problemas que afligem a educação fundamental na Baixada, a FEBF, em 1999, iniciou a implantação do NEC - Núcleo de Educação Continuada, projeto acadêmico que assume compromisso técnico e político com a educação continuada de professores da rede pública de ensino da região.

Coerentemente com as preocupações e princípios inicialmente enunciados, definimos a educação para a paz e o desenvolvimento sustentável como área prioritária dos projetos aportados no núcleo. No plano pedagógico, esta que estamos definindo como uma área, corresponde às reflexões e iniciativas em torno dos temas da Educação em Direitos Humanos e da Educação Socioambiental.

Do ponto de vista conceitual, a união desses dois temas expressa uma compreensão de Educação Ambiental e de Educação em Direitos Humanos que articula o paradigma ecológico à abordagem planetária de Direitos Humanos. Isto significa, por um lado, compreender a crise ambiental como uma das faces constitutivas da crise social e econômica em que vivemos e, por outro, perceber a necessidade de superar uma perspectiva de mera defesa de direitos individuais para alcançar a luta pela construção de um mundo mais justo e cidadão para todos e todas. Assim, Cultura da PAZ, qualidade de vida e qualidade ambiental devem ser pensadas articuladamente como parte do modelo social que as engendra.

Iremos nos suicidar? Seremos capazes de conviver? Essas questões demandam novas perspectivas de organização da sociedade. A perda da biodiversidade, provocada pelo modelo de desenvolvimento econômico pelo qual esta sociedade optou, coloca em risco a própria vida do planeta. Os efeitos da intolerância, do preconceito e da desigualdade na distribuição de riquezas no mundo, se fazem sentir pelo agravamento e elevação a níveis insuportáveis da violência social, fenômeno que gera impacto particularmente desestabilizador quando manifestado na escola.

Assim, a escola está convocada a assumir atitude frente à realidade que se impõe e esperamos que o faça redefinindo a forma de compreender e desempenhar aquele que tem sido enunciado como seu papel histórico: formar o cidadão.

Isto exige rejeitar a abordagem formalista sustentada pelo pensamento hegemônico, que, em última instância, compreende o cidadão como aquela pessoa que, por observar o cumprimento dos seus deveres legalmente instituídos, pode, dentro dos limites de sua competência pessoal, gozar dos seus direitos civis como eleitor e consumidor. Em contrapartida indica como possibilidade uma compreensão que tem sido cunhada como cidadania ativa, cujo exercício implica no reconhecimento e na denúncia das formas pelas quais os direitos sociais são constantemente violados na sociedade. Não pode ser reduzido à consciência e ao exercício dos direitos e deveres civis.(...) educar para a cidadania é educar para uma democracia que dê provas de sua credibilidade de intervenção na questão social e cultural. (CANDAU, 1995,p.8)

Foto João Ripper

Consubstanciar esta abordagem desafia escola a deixar de ser mera difusora dos direitos e deveres do cidadão - lugar de ensinar cidadania para um exercício formal futuro, para se constituir em espaço de vivência de uma experiência democrática que incite ao exercício ativo da cidadania - lugar de viver cidadania participativa já.

A concepção de cidadania ativa, exige a afirmação dos direitos humanos a partir do enfoque que CANDAU (2000) classificou como visão dialética e contra hegemônica, pela qual os direitos humanos são vistos como mediações para a construção de um projeto alternativo de sociedade: inclusiva, sustentável e plural, enfatiza uma cidadania coletiva, que favorece a organização da sociedade civil, privilegia os atores sociais comprometidos com a transformação social e promove o empoderamento dos grupos sociais e culturais marginalizados. (CANDAU, 2000, p.96)

Orientadas por esses princípios, as atividades do NEC se desenvolvem em quatro CAMPOS articulados.

Investigação - fomenta estudos que visam aprofundar e orientar a reflexão teórico metodológica focada na formação permanente de professores, especialmente na área da educação em direitos humanos.

Experimentação - enfatizamos aqui a formação de uma rede de instituições/atores para o desenvolvimento de ações de intervenção social em parceria que se caracterizam como: projetos de intervenção; cursos e eventos.

A ação âncora deste Campo é o Projeto Escola e Violência na Baixada Fluminense: a construção da Paz. Em atividade desde 1999, este projeto realiza-se em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Duque de Caxias e com a Novamerica, organização civil sem fins lucrativos que há mais de dez anos desenvolve ações e estudos, produz publicações etc. na área da promoção da cidadania e dos direitos humanos, com a qual o NEC mantém convênio de cooperação técnica.

O trabalho é realizado junto a 5 escolas da rede pública de Duque de Caxias. Visa intervir na questão das manifestações da violência nas escolas, desenvolvendo práticas preventivas inspiradas nos princípios de promoção da cidadania e respeito aos direitos humanos a partir de iniciativas pedagógicas de construção da cultura da Paz e da Solidariedade.

Socialização - Neste campo, nos preocupamos em disponibilizar para a sociedade o conhecimento produzido e o acervo pedagógico reunido em função das atividades de pesquisa e projetos de extensão implementados no NEC. Isto é feito por meio dos sub-projetos:

Videonec - videoteca temática com títulos voltados para educação em direitos humanos. Também faz parte do projeto do Videonec a produção de vídeos sobre a temática do núcleo. Mas este é um empreendimento mais dispendioso que ainda não tivemos recursos para fazer deslanchar. Contudo, já possuímos dois títulos próprios: Violência, Exclusão e Cidadania e Escola e Violência, ambos com 50 minutos de duração.

Baú da Paz - acervo de material pedagógico voltado tanto para o desenvolvimento de atividades com crianças e jovens quanto para a sensibilização, envolvimento e aprofundamento de educadores na compreensão de temas relacionados a educação para a Paz e o Desenvolvimento Sustentável.

Sala Profª Armanda Álvaro Alberto: espaço de atendimento ao público para visionamento de títulos do Videonec, análise do acervo do Baú da Paz, troca de experiências e orientação aos usuários.

Difusão - este é um campo em fase de implantação que visa estruturar estratégias de comunicação que confiram visibilidade social às ações do Núcleo, fomentem a utilização dos produtos gerados e provoquem o debate em torno dos temas trabalhados. Duas iniciativas já se encontram em fase de produção experimental: Boletim Dica e Feito – boletim virtual que, além de prestar contas das atividades desenvolvidas pelo NEC, tratará da sugestão de material pedagógico, leituras de aprofundamento, informe de eventos etc. e Programa de Rádio – produção de programa semanal para ser veiculado na Rádio Kaxinawá- emissora comunitária com sede na FEBF, e outras rádios comunitárias da Baixada Fluminense.

É relevante registrar a repercurssão das atividades do Núcleo também na área da formação inicial de educadores. No curriculo do curso de formação de professores e gestores da FEBF, as experiências do NEC geraram a introdução das disciplinas eletivas Escola, Violência e Direitos Humanos I e II, cujos programas se orientam pelo debate em torno dos estudos e ações em andamento nos projetos ancorados no Núcleo. Além disso, todas as atividades têm estagiárias/os bolsistas, se constituindo em oportunidades formativas bastante valorizadas e disputadas pelos estudantes da Faculdade.

A equipe do Núcleo divide responsabilidades referentes à implementação das ações específicas de cada campo mas, do ponto de vista orgânico, todas as atividades são concebidas dentro das exigências investigativa e experimental, e têm na socialização dos saberes construídos e difusão do debate em torno da temática dos projetos, seu horizonte de consequência.

Este é o desenho que o NEC tem hoje. Mesmo dentro dos limites materiais existentes, estamos seguras de que as experiências que temos desenvolvido, com os parceiros e parceiras que fomos construindo ao longo da caminhada, se justifica pelo que pode inspirar e trazer elementos de reflexão e ação para outros caminhantes.

Foto João Ripper

Certa vez, em atividade do ciclo de oficinas que a Novamerica desenvolve regularmente junto à equipe de profissionais das escolas integrantes do Projeto Escola e Violência, uma merendeira fez o seguinte pronunciamento se referindo ao lema das oficinas daquele ano que era Iguais e diferentes: cidadania para todos/as: eu acho que compreendi isso que a gente está falando aqui. Eu sempre morei aqui em Xerém e trabalho nessa escola há muito tempo. Conheço todas as crianças. Sei quem está com a mãe desempregada, o pai que sumiu no mundo, a família que é muito grande, que tem vó doente... Sei quem vai chegar em casa e tem comida para comer e quem está fazendo aqui a única refeição do dia. O que eu faço? Para esses que ainda vão jantar em casa, eu boto comida normal, sem exagero para não estragar. Para os que não vão ter mais o que comer, eu encho bem o prato e ainda pergunto se não quer repetir. Todos têm direito à comida, mas uns precisam mais que os outros.

Desta fronteira que tem o lado da intolerância com o diferente / desrespeito à vida e o lado do respeito pelo outro / cuidado com a vida, estamos satisfeitas por estar no jogo podendo ajudar a construir, junto com educadores/as - professores/as, educadores/as - estudantes e educadores/as - merendeiras, uma prática de convivência que nos permita legar um mundo possível, solidário e saudável para os filhos e filhas do nosso planeta.
(NA)


* Trabalho apresentado no III Congresso Ibero Americano Sobre Violências nas Escolas. Brasília/2004
** Equipe NEC - Apoio Técnico: Marília Machado Gomes. Bolsistas: Alessandra C. Fernandes, Ana Cláudia B. Costa, Andréia Manso de Oliveira, Anete S. dos Santos, Kátia Elias R. Lopes, Cristina Pedro Alves, Danilo de A. Rodrigues, Laureny Luiz Carolino, Lidiane de A. Couvo, Luana Luna Teixeira, Luciane B. de Souza, Márcia R. do Nascimento, Verônica R. Barroso, Maria Luiza Guidani da Silva.

Referência Biliográfica

CANDAU - et alli. Tecendo a cidadania,Petrópolis,RJ:Vozes,1995.
CANDAU - et alli. Educar em Direitos Humanos – construir cidadania, Rio de Janeiro, DP&A,2000.




Plataforma DhESC Brasil luta pelos direitos
Claudio Marques

A Plataforma DhESC Brasil é uma rede nacional de articulação de organizações da sociedade civil que visa promover ações comuns em temas ligados aos Direitos Humanos Econômicos, Sociais e Culturais (DhESC), constituindo-se como seção nacional da Plataforma Interamericana de Direitos Humanos, Democracia e Desenvolvimento (PIDHDD).

Fundada em novembro de 2000 por um conjunto de instituições que lidam com a temática dos direitos humanos em suas mais diversas vertentes, a DhESC Brasil propõe-se a estabelecer um amplo debate sobre a indivisibilidade e universalidade entre os direitos. Assim, o acréscimo da palavra “humanos” à sigla Desc (direitos econômicos, sociais e culturais) é o mais visível símbolo do compromisso político desta Plataforma com a luta por todos os direitos de todos os seres humanos.

São objetivos da Plataforma DhESC Brasil: difundir os direitos humanos econômicos, sociais e culturais, como direitos universais e indivisíveis, sem diferenciação geracional entre estes e os direitos civis e políticos; desenvolver uma ampla cultura de direitos a partir da noção de que todos e todas são sujeitos de direitos e buscar consenso entre as várias redes, organizações e movimentos, visando à integração dos vários olhares destes grupos em torno de uma perspectiva de luta por direitos.

Relatório 2003

Estima-se que 50 milhões de brasileiros vivam na linha abaixo da pobreza. O Brasil mantém uma situação de ampla violação dos direitos humanos, sem mecanismos práticos de monitoramento da realização desses direitos. Inspirando-se na experiência das Nações Unidas com a nomeação de relatores especiais para investigar situações de desrespeito aos direitos humanos, a Plataforma DhESC Brasil nomeou seis relatores nacionais: Jean Pierre Leroy (Direito Humano ao Meio Ambiente), Eleonora Menicucci (Direito Humano à Saúde), Nelson Saule Jr (Direito Humano à Moradia Adequada e Terra Urbana), Sérgio Haddad (Direito Humano à Educação), Lucila Beato (Direito Humano ao Trabalho) e Flávio Shieck Valente (Direito Humano à Alimentação, Água e Terra Rural). Nomeados em outubro de 2002, eles realizaram suas primeiras missões de investigação a partir de novembro do mesmo ano e apresentaram seus primeiros relatórios em abril de 2003, perante as Nações Unidas, e em maio de 2003, perante a sociedade civil brasileira, em evento anterior e vinculado à Conferência Nacional de Direitos Humanos, que ocorre todos os anos em Brasília.

Os textos produzidos pelos seis relatores formam um documento de 257 páginas intitulado Relatório Brasileiro sobre Direitos Humanos Econômicos, Sociais e Culturais 2003. Disponível na Internet, o relatório apresenta os casos mais paradigmáticos de desrespeito aos direitos nas áreas analisadas por cada especialista. Jean Pierre Leroy analisou, por exemplo, a situação de extrema violência vivenciada no Pará, com denúncias de homicídios, ameaças, invasões e grilagens de terras praticados contra populações tradicionais e extrativistas, povos indígenas e ribeirinhos. Em agosto de 2004, 43 redes e entidades participantes da Oficina de Justiça Ambiental e Desmatamento na Amazônia divulgaram em Ananinduea (PA) uma carta aberta denunciando que nada de concreto havia sido feito para resolver o problema diagnosticado mais de um ano antes no Relatório DhESC.

Como no caso das Nações Unidas em relação aos países do mundo, os relatores nacionais surgem na perspectiva de ajudar o país - sociedade e Estado - a avaliar a capacidade de implementação dos DhESC e apresentar propostas de superação dos problemas. Seu objetivo é contribuir para que o Brasil adote um padrão de respeito aos direitos humanos econômicos, sociais e culturais, com base nos compromissos assumidos nacionalmente, através da Constituição brasileira e do Programa Nacional de Direitos Humanos, e internacionalmente, através dos tratados internacionais de proteção dos direitos humanos ratificados pelo país.

Os relatores brasileiros recebem comunicações (ou denúncias) de violações aos direitos humanos, realizam missões aos estados federados para investigar situações de direitos humanos e elaboram relatórios anuais sobre a situação investigada. O desafio é monitorar a situação dos direitos humanos no país de forma exemplar, o que implica em conhecer profundamente os problemas relacionados ao seu mandato, articular amplos setores sociais em busca de cooperação e soluções para os problemas verificados e apresentar soluções viáveis por meio de políticas públicas e de novas leis que venham a melhorar a qualidade de vida da população brasileira.

A escolha dos relatores nacionais teve por base a utilização de critérios que combinam a capacidade profissional, a capacidade de articular amplos setores nacionais e a disponibilidade para o trabalho em caráter voluntário, com elementos de diversidade racial, de gênero e regional. O Conselho de Escolha dos Relatores Nacionais em DhESC é composto de seis organizações da sociedade (Federação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional - FASE; Movimento Nacional de Direitos Humanos - MNDH; Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares - GAJOP; Centro de Justiça Global; FIAN - Brasil e Comissão de Justiça e Paz de São Paulo), quatro organismos do Estado brasileiro (Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal; Departamento de Direitos Humanos do Ministério das Relações Exteriores; Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e Secretaria Especial de Direitos Humanos) e três entidades vinculadas às Nações Unidas (UNICEF, UNV e PNUD).

Saiba mais:

www.dhescbrasil.org.br - Plataforma Brasileira de Direitos Humanos Econômicos, Sociais e Culturais

www.pidhdd.org - Plataforma Interamericana de Derechos Humanos, Democracia y Desarrollo

www.rits.org.br e www.ipas.org.br - Disponibilizam para download o Relatório DhESC Brasil 2003


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