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Os
índios da Amazônia: da negação ao protagonismo
Antonio
Jorge Paraense da Paixão
Brasil
Prof. Msc. da Universidade do Estado do Pará

Se
estima que los indígenas amazónicos brasileños ocupan
el equivalente a casi diez por ciento de todo el territorio
nacional, con cerca de 215 etnias indígenas conocidas
y con diferentes troncos lingüísticos. Esto lleva
a comprender la imposibilidad de pensar características
socio económicas y culturales homogéneas para estos
pueblos. Sin embargo, puede observarse la presencia
de problemas comunes que surgieron con el capitalismo.
DENTRE
O HOMOGÊNEO E O DIVERSO
A proposta de se pensar um tema que tenha a Amazônia
como espaço de referência, apresenta como principal
desafio a necessidade de contornar a idéia de homogeneidade,
ou seja, a região pode ser pensada como se fosse uma
única realidade? Outro desafio é não ser capturado
pela idéia de exotismo, nem pela ingênua aceitação
de que floresta+rural = bom ou de que urbano+concreto
= nefasto.
A homogeneidade amazônica não deixa de ser criação
das agências governamentais que com a política de
integração findaram por vender a idéia de que a região
e o ser humano que nela habita é uma única realidade,
descartando assim a sua maior riqueza que é exatamente
a diversidade. A homogeneização da Amazônia facilitou
sobremaneira a implantação de grandes projetos de
desenvolvimento econômicos. Por desconhecerem as características
humanas dos habitantes e do clima da região inúmeros
desses projetos se mostraram modelos de devastação.
Sobre este movimento notava-se nas décadas de 80 e
90 a seguinte situação:
Persistem, como elementos da contra-face do processo
de colonização da Amazônia, a transferência e a reprodução
da tensão e do conflito para as áreas de fronteira,
a fixação dos mais capitalizados como empresários
e dos despossuídos como peões, reproduzindo a desigualdade
existente na sociedade brasileira e impactando os
grupos naturais da região - índios, caboclos e negros
(Loureiro, 1992, p. 217).
Esse discurso, sem deixar de ser verdadeiro, no entanto,
esconde a idéia de falta de protagonismo amazônico,
nega a reação possível das pessoas, fazendo uso do
mote sartreano, pouco se pensa sobre o que os amazônidas
fizeram com os que fizeram com eles.
Esta tendência tem suas raízes nas idéias preconizadas
por Gilberto Freyre e referendadas por Darcy Ribeiro
que reconhecem nos índios personagens importantes
na configuração cultural brasileira, mas é um lugar
no passado, um lugar difícil de ser atualizado pelas
circunstâncias sócio-econômicas. Era a idéia de preservação
cultural, a saudade de tempos imemoriais que dão ao
índio uma identidade.
Essa idéia, no entanto, será criticada e repensada
por Roberto Cardoso de Oliveira que ao cunhar o termo
fricção interétnica defende a idéia de que as culturas
indígenas não se perdem e que as sociedades indígenas
atuam sempre na re-constituição de uma identidade
diferenciada (COHN, 2001). Esta perspectiva possibilita
perceber que:
As dinâmicas sociais e culturais exige que se atente
não apenas às tradições, como também à inovação; não
se nega, assim, a reprodução social, mas ampliase
a noção de reprodução social, de modo que inclua a
possibilidade de mudança. Desse modo, vai-se além
da proposição de que estas sociedades têm, em todos
os seus aspectos, como objetivo único a perpetuação
estanque. (idem)
Preambular sobre estes fatos, negando uma possível
homogeneidade amazônica ou indígena, como também a
falta de protagonismo destes povos, demarca o lugar
e a perspectiva que estarei pautando o presente trabalho,
que tratará de forma panorâmica a realidade dos povos
indígenas na Amazônia, região da qual sou filho e
identificado habitante.

Estima-se que no Brasil, os índios se distribuem
por cerca 560 áreas distintas, ocupando o equivalente
a quase 10% de todo o território nacional. Quanto
às etnias, calcula-se que existam por volta de 215
indígenas conhecidas, com uma população total de 325.652
pessoas (dados de 1997). Deve-se acrescentar a
estes dados o número de grupamentos desconhecidos,
ainda não contatados, cuja maioria localiza-se nos
estados que compõem a chamada Amazônia Legal. Os Ianomâmis,
que foram os últimos a serem contatados, têm sua população
atual contando com pouco mais de 8.000 pessoas.
No entanto, este número já foi muito maior se buscarmos
dados da época em que os lusitanos por aqui aportaram
com sede de almas e de riquezas, ou melhor,
escondendo sua necessidade de vilipedação sob a beata
necessidades de ganhar almas
Sobre as características lingüísticas dos índios da
Amazônia, há estudos que não concordam entre si, para
alguns a população indígena da Amazônia é dividida
em seis troncos lingüisticos: Tupi, Karib, Tukano,
Jê, Pano e Aruaque. Outro grupo afirma que a população
indígena da Amazônia fala 150 línguas diferentes,
divididas em 12 famílias lingüísticas, o que não significa
inteligibilidade mútua entre falantes de línguas de
uma mesma família.
Estes são dados que referendam a impossibilidade de
se pensar características homogêneas para estes povos.
No entanto, se não é possível homogeneizar pelas características
sócio-econômicas e culturais, infelizmente podemos
homogeneizar pela presença de problemas comuns a essas
comunidades. Problemas estes, surgidos do contato
com os brancos e com o modo capitalista de conceber
o mundo. Sobre estes problemas é que fixarei minha
reflexão, ressaltando que não são somente estes, mas
que foram fruto de uma eleição específica para o presente
texto. Fixar-me-ei em três tópicos básicos: a organização
indígena, a demarcação das terras e por fim, a educação
escolar indígena, este último tenho especial atenção,
pois é tema de pesquisa atual.
Os
povos indígenas têm o direito de serem livres e iguais
a todos os outros seres humanos em dignidade e direitos,
e de serem livres de distinção ou discriminação adversa
de qualquer tipo baseada em sua identidade indígena.
Las personas y los pueblos indígenas son libres e iguales
a todas las demás personas y pueblos y tienen el derecho
a no ser objeto de ninguna discriminación en el ejercicio
de sus derechos fundada, en particular, en su origen
o identidad indígenas.

A ORGANIZAÇÃO INDÍGENA
A taxa de crescimento da população brasileira gira em
torno de 1,3% ao ano. Esta média é diferenciada para
o segmento indígena que está no patamar de 3,5% a.a,
contrariando as visões mais otimistas sobre esta população,
pois o que se esperava é que ao menos não diminuísse.
Mas ao que devemos esta nova realidade? As explicações
são as mais variadas, porém não podemos deixar de ressaltar
que se uma população está com sua auto-estima em declínio,
em declínio também estará sua manutenção, como também
seu crescimento populacional. No entanto, atribuir à
auto-estima a responsabilidade por este crescimento
pode ser demasia de otimismo e desconhecimento das interações
sócio-econômicas dos grupamentos humanos.
Sem a pretensão de finalizar o debate sobre as razões
para este crescimento populacional indígena, quero atribuir
à organização indígena uma parcela significativa nesse
processo.
Não é cena incomum nos noticiários televisivos, povos
indígenas em situações reivindicatórias, inclusive se
valendo de ações nem sempre pacíficas para dar visibilidade
às suas reivindicações ou deixar registrada a situação
de penúria em que determinadas etnias se encontram.
Situações, muita vezes criadas pela proliferação de
grandes projetos de colonização da Amazônia como citamos
acima.
Na década de 80, o recrudescimento da política neoliberal
fez a sociedade brasileira, e de forma muito particular,
a comunidade indígena, porque foi muito mais atingida,
experimentar a retração da atuação do estado em setores
estratégicos da economia e principalmente da gestão
direta da atuação junto a essas comunidades, fazendo
da questão territorial o seu maior foco. Aliado a isso,
vamos encontrar na constituição de 1988 o incentivo
para que nas comunidades indígenas nascessem associações
indígenas que pudessem se configurar como pessoa jurídica.
Também não se pode deixar de ressaltar, a diminuição
do orçamento no que tange a administração indigenista
tutelar. Mas, a elevação da questão ambiental para um
lugar de suma importância para a sobrevivência do planeta
e a idéia do desenvolvimento, deram às comunidades indígenas
uma posição privilegiada, inclusive sendo vistas como
modelos.
O ISA (Instituto Sócio- Ambiental) em seu site afirma
que:
Existiam apenas dez destas associações antes de 1988
(Alto e Médio Solimões, Manaus, Alto Rio Negro, Roraima)
e que no final de 2000 já eram mais de 180 associações
nos seis estados da Região Norte: AM, RO, RR, AC, PA,
AP (provavelmente mais de 300 na Amazônia Legal); ou
seja, foram quase multiplicadas por 20 em pouco mais
de uma década.
Estes números demonstram que as comunidades indígenas
da Amazônia estão em um ritmo bastante acelerado em
busca da consolidação de grupo capaz de se fazer presente
como membros da sociedade civil organizada de fato.
Catherine Walsh, comparando o nível de organização dos
grupos indígenas do Equador e da Bolívia com o Brasil,
conclui que em nosso país não se pode ainda falar desses
povos como "grupo social organizado capaz de marcar
presença na consolidação de políticas públicas em seu
favor."
De fato, ainda é incipiente esta ação organizativa,
mas ela não está ausente, pois são cada vez mais visíveis
as lideranças indígenas, que compreendendo seu protagonismo,
fomentam a idéia de florestania entre aqueles dos quais
são representantes. No entanto, na história recente,
mais precisamente entre as décadas de 70 e 80, ocorreu
uma intensa mobilização etnopolitica que carreou entre
outros ganhos uma intensa reafirmação identitária. Neste
momento a mobilização ocorreu com uma bandeira bem definida
que era a luta pela demarcação das terras indígenas,
tema do próximo tópico.

DEMARCAÇÃO DE TERRITÓRIO
Os estados que compõem a Amazônia legal são detentores
de elevados índices de grilagem de terra. Grilagem exercida
com requinte de crueldade e que tem como principal objetivo
a devastação da floresta. Dessa forma não fica difícil
concluir quem são os mais prejudicados com esta atividade.
Quando não é grilagem é a usurpação do território indígena
para o desenvolvimento da região. Exemplo clássico dessa
situação é a construção da ferrovia que escoa o minério
da serra dos Carajás e que passa por dentro de um território
indígena. Grande parte da sociedade empunhando essa
bandeira do desenvolvimento afirma que o índio não
precisa de tanta terra, já que são em número reduzido
de pessoas.
Dados do governo federal afirmam que os 160 povos indígenas
da Amazônia dispõem de considerável território com a
devida legalização fundiária. Este mesmo governo não
desenvolve política suficientemente eficaz capaz de
assegurar a posse efetiva dessa terra. É uma posse do
tipo legal, juridicamente falando, mas não efetiva,
pois estas terras são alvo constante de invasões por
parte de madeireiros e de garimpeiros. Muitas dessas
invasões são sempre devastadoras, porque depois que
a "riqueza" da floresta acaba, os invasores abandonam
a terra inativa à população nativa.

A EDUCAÇÃO INDÍGENA: A LUTA CONTRA A NEGAÇÃO DA INTERCULTURALIDADE
Desde os primeiros contatos com os povos indígenas,
e com forte inspiração católica, os brancos desejaram
"civilizá-los" ou "escravizá-los", ou seria melhor afirmar
que queriam civilizá-los para melhor escravizá-los.
Para este intento, vislumbrou-se a educação como grande
aliada e o espaço propício para que ela acontecesse.
O plano educacional para os povos indígenas desenvolvido
pelos estados brasileiros teve basicamente duas orientações:
inicialmente temos a orientação assimilacionista e depois
a de caráter pluralista. A educação intercultural bilíngüe
ainda não esta sendo suficientemente discutida, muito
menos implementada. Identifico duas razões para esta
realidade: a) a grande maioria dos profissionais que
atua na educação indígena é de origem branca e não demonstra
vontade em aprender a língua dos nativos; b) algumas
etnias sentem necessidade de "melhorar de vida" e para
que isto aconteça colocam como primeira condição a aprendizagem
da língua portuguesa.
No entanto, já existe no Brasil e em especial na Amazônia,
um movimento de professores índios que, considera a
liberação dos povos uma tarefa encomendada à educação
intercultural bilíngüe. Esta idéia está alinhada com
o pensamento do movimento indígena da maioria dos povos
indígenas latinos americanos.
Os professores do estado do Acre, Rondônia são, atualmente,
a vanguarda desse movimento na região, demonstrando
que esta é a melhor estratégia para se concretizar uma
verdadeira cidadania étnica e demonstrando também o
protagonismo que nunca lhes faltou.
FECHANDO PARA ABRIR
Longe de imaginar ser definitiva, a panorâmica aqui
tratada buscou apresentar a impossibilidade de ainda
se forçar a idéia de comunidades indígenas alvo somente
da boa vontade de instituições. Tal postura reforça
a impossibilidade de protagonismo das comunidades em
questão. O pano de fundo é ainda a necessidade de civilizar,
de outra forma, tornar humanos estes pré-humanos. A
boa vontade, inicialmente nega a humanidade do índio
para que este possa ser alvo da mesma. Óbvio que o padrão
ocidental não comporta outras lógicas, mas o movimento
indígena, atualmente, está se percebendo detentor da
capacidade de pensar a si próprio e de inventar a sua
humanidade.
Pode ser que ainda leve algum tempo para que esta condição
de humanidade seja entendida pelos não-indios, mas esta
é uma deficiência que os povos indígenas podem nos ajudar
a suplantar.
A Amazônia não é só floresta, nem tampouco só espaço
de exploração de grandes mineradoras. Ela é também um
conjunto de humanos capazes de protagonizar idéias ainda
que as forças violentas queiram nos forçar a retirar
de nós mesmos esta possibilidade.
(NA)
Uma
conversa com Biraci Brasil Yawanawa
“A escola pode fortalecer
o povo Yawanawa”
Esse material foi gentilmente
cedido pela Rádio MEC, transcrito e editado por Yonne
Nehme, produtora do programa.

Biraci Brasil Yawanawa, integrante da tribo Yawanawa
que fica situada no norte do Estado do Acre, no Brasil,
esteve na Rádio Mec AM, no Centro da cidade Rio de Janeiro,
em abril desse ano, para participar do programa Espaço
Educação, que vai ao ar todos os domingos às 14 horas.
Durante a sua entrevista, contou a sua história, a de
seu povo e falou sobre questões que afetam a vida deles
hoje. Confira alguns trechos do depoimento de Biraci
sobre a educação escolar.
Temos
escolas na aldeia. Mudou muito quando a educação saiu
da responsabilidade da FUNAI e passou para o Ministério
da Educação. Hoje, através da Secretaria Estadual de
Educação do Acre, nós temos um programa muito importante
não só para os Yawanawa como também para todos os povos
indígenas do Acre. E nós temos também uma parceria com
uma Instituição chamada Comissão Pró - Índio do Acre
que é uma ONG que tem um trabalho muito sério de formação
de professores indígenas. Há 25 anos ela vem formando
professores indígenas. Hoje os Yawanawa têm oito professores
formados em magistério indígena, que é o equivalente
ao segundo grau e que é reconhecido pela Secretaria
de Educação do Estado. Tanto é que muitos deles já estão
na faculdade. Receberam o diploma desse ensino e muitos
deles voltaram para a sala de aula de nossa aldeia.
Hoje nós temos uma escola, uma das maiores escolas indígenas
do Acre com um modelo muito bonito feito pelo governo
do Acre.
O sistema de escolha dos professores é dentro da nossa
tradição. O que nós estamos querendo é um ensino dentro
da aldeia. Como nós vamos fazer isso é uma coisa sagrada
do nosso povo. Nós não aceitamos interferência do Estado.
Se eles querem apoiar, devem apoiar a continuação da
história do povo Yawanawa e deixar a gente conduzir
internamente. Não dêem o peixe para nós, dêem o anzol
que nós sabemos pescar o peixe que nós queremos comer,
o tempo, a data e a quantidade. O que nós estamos querendo
é isso e isso o governo vem fazendo através de sua Secretaria.
Nós temos hoje uma relação muito boa. Nós temos hoje
quase trezentos alunos na sala de aula e todos são professores
Yawanawa. Uns já terminaram o magistério indígena, outros
estão fazendo faculdade. Aquele curso que é um programa
do governo federal de todos os professores fazerem faculdade.
Eles ficam um tempo em sala de aula e em outro momento
estão na Universidade.
[...] Hoje a língua que se fala mais é o português.
E estamos vendo que essa geração, por causa de todo
esse processo que nós estamos falando, da questão dos
contatos, dos missionários, a gente se intimidou e ficou
envergonhado da nossa própria língua. Porque falar nossa
língua era uma coisa de segunda categoria, nós queríamos
ser incluídos na sociedade. E para sermos incluídos,
nós tínhamos que esquecer a nossa língua, nós tínhamos
que esquecer a nossa espiritualidade. Agora, nós despertamos
para a vida, nós percebemos que nós íamos ser Yawanawa,
ser um povo indígena desse país, se nós cultuássemos
nossa língua, cultuássemos nossa espiritualidade, se
nós nos organizássemos, buscando do mundo ocidental
essa tecnologia, essa ciência a favor do nosso povo,
nos fortalecendo para a gente viver na nossa floresta.
[...] Nós começamos a trabalhar e a determinar algumas
coisas: até a 4ª série, da alfabetização até a 4ª série
não entra nenhum idioma se não for o Yawanawa, nenhuma
outra língua é ensinada para essa geraçãozinha pequena,
que é o ensino infantil. O Português só entra depois
dessa etapa, da 5ª série em diante. Até o inglês nós
já levamos para lá.
[...] A escola foi muito importante. Mas a escola é
uma faca de dois gumes. Ela pode ser usada a nosso favor
e a escola pode ser um desastre amanhã para nós também.
Como nós vamos aprender na escola e como é que vão ensinar
para nossos filhos na escola. Só que hoje nós estamos
conscientes que a escola deve ser a nosso favor, a escola
pode fortalecer o povo Yawanawa. E não o sistema do
mundo externo. Nós não estamos preparando os nossos
filhos para ser economista, para cuidar de bolsa de
valor, não. Nós estamos criando nossos filhos para aprender
a ler e a escrever, para se comunicar com a sociedade
branca. Que a gente possa fazer uma pesquisa sobre os
nossos conhecimentos sagrados, sobre plantas medicinais,
que a gente possa criar um banco de dados para que daqui
a 100, 200 anos os nossos filhos possam continuar inteirados
no nosso mundo.
[...] Nós escolhermos o melhor lugar para se viver,
que é viver com harmonia, viver em paz, com respeito,
interagindo com a natureza, a floresta, o rio, o mar,
a terra, para poder caminhar em cima dela, respeitando
ela, nós nos tornaremos um povo feliz. E eu acredito
no nosso país, eu acredito em um amanhã. Quando eu venho
lá do norte do nosso país, lá de uma aldeia e vocês
me convidam para vir falar nesta Rádio, muita gente
vai estar nos ouvindo, vai ouvir a gente conversar e,
quando nós pudermos fazer isso em todo o lugar de nosso
país, a gente vai poder se conhecer e se sentir mais
irmãos, mais seguros e mais alegria para viver.
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